E o que eu vou ler agora?

Sabe aquela sensação de vazio que fica quando a gente termina um livro? Aquela pequena dúvida "e o que eu faço agora". Bom, esse blog serve pra isso nunca mais acontecer! Vocês, meus querido leitores, vão poder checar essa "biblioteca de ideias" toda vez que a dúvida, o que ler agora, surgir. Aqui vão ter ideias de livros bons para ler, resenhas, sinopses, dicas, histórias e muito mais! Prontos? Então vamos lá!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

As aventuras de Emily "Qualquer Coisa" - Texto de minha autoria





Eu morava na maior casa da rua desde pequena, era uma mansão gigante. No terceiro andar ficavam todas as cinco suítes e a biblioteca, no segundo andar se encontravam as duas salas com televisão, a sala com videogame, o escritório e a sauna. O primeiro andar era reservado para a gigantesca cozinha, a sala de jantar, o bar e por fim os quartos dos empregados. Por mais que eu quisesse e sonhasse em dormir no terceiro andar o único lugar que eu sempre pertenceria seria o primeiro andar... Sim, você leu certo, meu quarto ficava junto com o de todos os outros empregados. Eu tinha apenas um ano de vida quando fui deixada na frente da porta dos Morgan, a família mais rica da cidade. Qualquer um que ouvisse o início dessa história diria que eu sou uma garota de dezesseis anos muito sortuda, mas esse "início" não durou por muito tempo. Assim que completei dez anos passei a ajudar nas tarefas da casa. Adelaide, a cozinheira, e Anette, uma das empregadas, sempre foram as responsáveis por mim, mas todos os empregados da casa me adoravam e me protegiam das maldades de Fleur, a esposa do Sr. Vince, e Cloe, a filha mais nova do casal. As duas pareciam ver prazer em me tratar mal e sempre deixavam claro que eu era apenas uma das empregadas. Dona Fleur e Cloe eram muito parecidas, ambas possuíam cabelos longos e escuros, pele perfeita, dentes bem alinhados e uma personalidade horrível. Contudo, nem tudo é um pesadelo naquela casa. Owen, o filho mais velho do casal, é o que deixa meus dias um pouco melhores. Ele é um garoto de dezessete anos engraçado e cheio de vida, de vez em quando eu o observo fazendo suas tarefas diárias e a noite eu me pego pensando em seus intensos olho verdes ou em seu cativante sorriso. Não é que eu esteja apaixonada por ele - até porque nós sequer nos falamos -, mas alguma coisa em seu olhar e no modo como ele fica incomodado quando a mãe e a irmã me maltratam fazem com que eu me sinta encantada por ele. 
Em uma bela noite, na hora do jantar, Fleur me chamou e pediu para que eu me aproximasse dela.
- Olhe para esse garfo - disse ela apontando o utensílio para o meu rosto.
A prata estava perfeitamente polida, a não ser por uma pequena mancha em um dos cantos.
- Desculpe dona Fleur, mas há algo de errado com o seu garfo? - perguntei da maneira mais doce possível.
- Você é cega ou relaxada mesmo, Emily Qualquer Coisa? - disse ela de maneira grosseira. 
O veneno pingava de seus lábios cheios de botox e meu coração ficou descompassado com a menção daquele velho apelido. Emily Qualquer Coisa era o jeito como Cloe, Fleur e a maioria das pessoas na minha escola me chamavam. Isso porque ninguém sabia meu sobrenome, nem mesmo eu. 
- Mãe - repreendeu Owen.
- Quieto querido - disse ela "carinhosamente" - Vai ficar parada aí ou vai trocar meus talheres? 
Demorei alguns segundos para recuperar minha voz.
- Sim senhora, irei trocar seus talheres - disse e saí da sala de jantar rapidamente. 
Pedi para que Anette levasse o garfo para que eu não precisasse entrar lá novamente. Depois do jantar dos Morgan me retirei e fui tomar um pouco de ar na varanda, como sempre vazia.
- Sinto muito pela minha mãe - disse uma voz masculino e jovial que eu sabia pertencer a Owen, eu não sabia há quanto tempo ele estava ali me observando. 
- Não se preocupe senhor Owen - falei olhando para os meus pés.
- Me chame apenas de Owen, Emily.
Era a primeira vez que eu ouvia ele dizer meu nome, e por alguma razão eu gostei daquilo. Com o meu silêncio Owen se aproximou.
- As estrelas estão lindas hoje, não acha? - disse ele olhando para o céu.
- Sim, elas sempre estão, basta prestar bastante atenção.
- Você vem toda a noite aqui fora? - perguntou ele curioso.
- Sim, é meu único momento de paz antes de dormir - falei ainda olhando para as brilhantes estrelas.
- Sinto muito que seja assim - disse Owen com tristeza na voz,
- Não se desculpe Owen - seus olhos brilharam quando ele me ouviu pronunciar seu nome.
Continuamos a olhar para o céu em silêncio por mais alguns minutos. Quando olhei para o rosto de Owen vi a tristeza estampada em seus olhos. Talvez eu não fosse a única a ser maltratada pelas duas megeras da mansão, eu nunca havia pensado na possibilidade de o garoto ao meu lado não ter uma vida perfeita, mas olhando para seus olhos eu conseguia sentir toda a mágoa e a solidão de se viver em uma família que não se amava verdadeiramente. 
- Você é feliz aqui? - perguntei sem pensar.
- O que? - perguntou ele surpreso.
- Esqueça, falei sem pensar, me desculpe.
- Emily - disse ele virando meu rosto na sua direção.
Seu nariz estava a centímetros do meu e sua mão acariciava de leve meu queixo. Olhei para os seus lábios e uma vontade intensa de beijá-lo me invadiu. Owen umedeceu os lábios e chegou mais perto. Uma fina camada de ar no separava e eu conseguia ouvir as batidas aceleradas de seu coração. Inspirei seu cheiro e me deixei cair em seus braços. Owen me segurou pela cintura e me aproximou ainda mais, nossos lábios quase colados. 
- Tire suas mãos imundas do meu filho! - gritou uma mulher histérica. 
Owen e eu nos afastamos com o susto, mas o que eu mais queria naquele momento era enfiar o rosto em seu peito e esperar que aquele pesadelo acabasse. 
- Quem você pensa que é para seduzir meu menino? - perguntou Fleur.
- Mãe, vamos entrar - disse Owen engolindo um seco.
Fleur lhe lançou um olhar de repulsa e se aproximou rapidamente de mim. Perto dela eu me sentia minúscula e patética.
- Você é apenas uma distração para Owen enquanto a namorada dele não está na cidade - disse ela tentando me machucar - Não pense nem por um segundo que ele se importa com você, querida. Você é apenas um rostinho bonito. 
Olhei para Owen a fim de confirmar o que a mãe dele dizia, mas seus olhos estavam voltados para o chão. A vergonha me inundou e eu me senti patética por pensar que ele gostava de mim.
- Agradeço pelo elogio - falei sem conseguir me conter.
O tapa na cara que recebi a seguir me derrubou no chão e me deixou atordoada. Coloquei a palma da mão no lugar onde havia recebido a agressão e com o canto do olho pude ver a expressão de horror e desespero na cara de Owen.
- Nunca mais responda para mim, seu lixo! - gritou ela - Vamos Owen, entre.
- Mas... - começou ele.
- Agora!
Os dois se retiraram e me deixaram caída no chão com o rosto coberto pelas lágrimas. Eu não sabia o que pensar. Owen parecia tão atencioso e preocupado, mas se sentiu culpado com as confissões da mãe. O que eu deveria pensar? Será que aquele maravilhoso garoto de olhos verdes e sorriso cativante era apenas mais um aproveitador? Ou será que por trás de toda a perfeição ele escondia um menino ferido e sozinho precisando de carinho? Eu não sabia a resposta, mas com certeza iria descobrir. 

P.S.: Deixem seus comentários. Gostariam de ler mais aventuras da Emily e do Owen? 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Beijos de Vampiros

 Alguém aí acredita em vampiros...? Bom, não somos os únicos! Raven, uma garota gótica apaixonada por criaturas das trevas mora em uma cidade que ela apelidou de Tediolândia, lá as pessoas são todas engomadinhas e adoram fofocar sobre a vida de todo mundo. Raven não se encaixa naquele lugar, com suas roupas totalmente pretas e seus batons escuros ela é a esquisita da cidade e da escola. Sem muitos amigos ela sonha em um dia conhecer seu príncipe encantado das trevas. Em um belo dia ela descobre que uma família de góticos está se mudando para a maior e mais aterrorizante casa da cidade. Eles possuem caixas de terra, não saem de dia, não comem alho e tem hábitos noturnos, as notícias correm rápido e toda a cidade desconfia que os novos moradores sejam...Vampiros. Tudo isso é empolgante e surreal para Raven e ela, mais do que ninguém, quer entrar na mansão e descobrir tudo sobre aquela encantadora família de arrepiar. Em um belo dia.  Em uma bela noite ela decide entrar na grandiosa casa para dar uma espiadinha, mas as coisas acabam não indo como o desejado e ela dá de cara com um fabuloso e encantador garoto gótico. Ele fica parado apenas observando e ela, com medo de ser entregue para a polícia, decide fugir. O tempo vai passando e os dois acabam se encontrando mais vezes. Raven se apaixona perdidamente por Alexander, o garoto gótico de seu sonhos que é exatamente como ela. Tudo desmorona quando Raven percebe que os boatos e seus pressentimentos sempre estiveram certos... Alexander desaparece e leva com ele todos os segredos e o coração da esquisita garota de Tediolândia. O que será que vai acontecer? O que Alexander realmente é? Tudo está confuso demais. 


Beijos de Vampiro é um romance diferente, mas sem deixar de ser fofo. Não é uma leitura cansativa, mas também não me deixou apaixonada pelo misterioso Alexander. A série tem oito livros (como assim?!) e espero que no segundo livro eu consiga ficar mais apegada ao garoto das trevas. Esse livro é leve e perfeito pra quem quer se distrair e ler um romance adolescente diferente. Ele é bom, mas não é meu preferido. Apesar disso, gostei da leitura. 

Autora: Ellen Schreiber
Editora: ID Editora
N° de páginas: 240
Gênero: fantasia, ficção juvenil, romance. 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A Seleção

Melhor do que estar de férias é ter uma pilha inteirinha de livros para ler. E o primeiro que eu resolvi ler foi A Seleção, que chamou minha atenção desde que eu coloquei os olhos na capa. Fiquei maravilhada com a resenha, devorei o livro em dois dias e já estou louca para ler a continuação. A escritora deu mais atenção ao romance ao invés da aventura, o que me deixou bastante contente, já que eu não dispenso um bom romance. O triângulo amoroso que não podia faltar foi bem desenvolvido pela autora e me deixou com a dúvida de com quem eu gostaria que America ficasse. 
Depois da quarta guerra mundial os EUA foi dividido em pequenos países e as pessoas de cada país eram divididas em castas, do 1 (família nobre) ao 8 (com quase nada). Os herdeiros ao trono deveriam se casar, e para achar a esposa perfeita um evento chamado de Seleção era organizado. Nele, 35 garotas são escolhidas para passarem um tempo no palácio e mostrarem o quão aptas estão para se tornarem a nova rainha. America, a garota que narra, é uma cinco que está apaixonada por um seis, Aspen, e a última coisa que ela quer é participar da Seleção. Mas com um pedido de Aspen, America se inscreve na Seleção. Ela nunca imaginou que um dia seria uma das escolhidas. Aspen termina com ela, pois se acha incapaz de lhe dar um bom futuro, e America se despede de tudo que conhece para ir rumo ao palácio. Lá ela conhece o príncipe Maxon e percebe que talvez ele não seja o cara horrível que ela imaginou. Seu coração foi despedaçado por Aspen e seu futuro no palácio é ameaçado quando o mesmo aparece por lá como o novo guarda. Tudo vira de cabeça para baixo e America se sente dividida. Quem será que seu coração irá escolher? Aspen, o amor da sua vida que despedaçou seu coração, ou Maxon, o incrível príncipe encantado que faz de tudo para agradá-la? 



A história é muito bem pensada, mas o que deixou a desejar foi o reencontro de America e Aspen dentro do castelo. Não consegui sentir a emoção, America não pareceu estar chocada ou surpresa, ela não parecia ter sentimentos por Aspen. Mas, apesar disso, o livro é maravilhoso! Recomendo! Boa leitura, vocês não irão se decepcionar. 


Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
N° de páginas: 368
Gênero: ficção, romance, fantasia e distopia