E o que eu vou ler agora?

Sabe aquela sensação de vazio que fica quando a gente termina um livro? Aquela pequena dúvida "e o que eu faço agora". Bom, esse blog serve pra isso nunca mais acontecer! Vocês, meus querido leitores, vão poder checar essa "biblioteca de ideias" toda vez que a dúvida, o que ler agora, surgir. Aqui vão ter ideias de livros bons para ler, resenhas, sinopses, dicas, histórias e muito mais! Prontos? Então vamos lá!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A Bibliotecária

"A jovem Regina Finch acaba de chegar a Manhattan para trabalhar na Biblioteca Pública de Nova York. Mas o que parecia ser a promessa de uma rotina tranquila em meio a clássicos da literatura logo se revela um irresistível jogo de sedução quando ela conhece o envolvente Sebastian Barnes, investidor da instituição e um dos homens mais cobiçados da cidade, que fica obcecado pela beleza da bibliotecária. A até então ingênua Regina se entrega a um crescente e selvagem desejo que parece consumi-la mais a cada dia, uma paixão que despertará na jovem sensações jamais imaginadas."

Regina é uma garota inocente que sempre se dedicou aos estudos e ao seu futuro. Seu sonho sempre foi se tornar bibliotecária e ela se afastou de todas as distrações para que isso fosse possível. Assim que consegue sua graduação, Regina se muda para Manhattan e passa a trabalhar na Biblioteca Pública de Nova York. Seu maior sonho se realiza e Regina se foca inteiramente nisso. Até que uma distração irresistível entra na vida dela. Sebastian é um homem rico e poderoso que sabe o que quer e consegue tudo o que deseja. E agora ele quer Regina. Porém, algo em relação a Sebastian vai chocar e surpreender Regina, fazendo com que ela mergulhe em experiências inteiramente novas e assustadoras. Ela pode fugir, mas talvez não seja isso o que ela realmente queira. 

A Bibliotecária é um livro que eu não consigo classificar como bom ou ruim. Conseguimos notar pontos negativos e pontos positivos. Começamos pelo fato de a história ser algo totalmente clichê, eu poderia muito bem dizer que se trata do livro 50 tons de cinza, e isso me desapontou bastante. Uma garota inocente e um tanto boba e um homem que ama estar no poder. Por outro lado, a escritora conseguiu desenvolver bem a narrativa, fazendo com que eu tivesse vontade de ler. O livro é narrado em terceira pessoa, e isso não me agradou no começo, porém com o desenrolar da história esse fator passou a não me incomodar mais. 
Temos também o fato de a história se passar em um ambiente cheio de livros, o que é um tanto inovador e emocionante, assim como o fato de Sebastian ser fotógrafo. Mas então descobrimos que o livro aborda novamente o tema do sadomasoquismo, o que torna a história previsível e até mesmo cansativa. Mas tudo bem, ignorei o clichê e continuei a leitura, tentando me envolver o máximo possível, então me deparo com um final sem graça que parece não ter sido devidamente terminado. Cheguei a parar e pensar se era realmente aquilo, se aquele era realmente o final. E era. Infelizmente. 
Por fim, cheguei a conclusão de que A Bibliotecária é mais um livro que segue o estilo de 50 tons de cinza, talvez tentando conquistar o mesmo público. Um tanto decepcionante. 

Autor: Logan Belle
Editora: Record
N° de páginas: 283
Avaliação: 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Sempre fui Sua - Bullying

"Primeiro volume da série “Fall Away”, Sempre fui sua narra a história de Tatum Brandt e Jared Trent. Os dois cresceram juntos e se davam muito bem na infância, mas na adolescência essa relação é transformada em um ódio mortal. Jared não perde uma oportunidade de humilhar sua ex-amiga que, pouco a pouco, começa a nutrir um desejo de vingança por ele."

Tatum perdeu a mãe muito cedo, assim que se mudou com pai conheceu Jared, um menino gentil e carinhoso que sempre se importou com ela. Os dois cresceram juntos, se apoiando um no outro e criando uma relação de amor e fraternidade. Porém tudo muda quando Jared vai passar as férias com o pai e volta diferente e distante. A partir desse momento a relação dos dois decaí, deixando apenas lembranças. Como se isso já não bastasse, Jared começa a tratar Tatum muito mal (daí o nome Bullying), espalhando rumores sobre ela e afastando todos os garotos que se interessam. A vida de Tate vira um inferno, ela passa um ano em Paris fazendo intercâmbio e quando volta decide que não irá baixar a cabeça para Jared outra vez. As provocações continuam e Tate revida como pode, até que a atração entre os dois se torna inevitável. Será que Tatum cederá a essa atração ou será que a sede por vingança falará mais alto? 

"Sempre fui Sua" é um dos livros que chegaram da Amazon. Assim que eu li a sinopse fiquei entusiasmada com a história e coloquei-o no começo da lista de leituras. Esse tipo de história, "te trato mal mas no fundo te amo", sempre foi o meu favorito e "Sempre fui Sua" não me decepcionou.
O livro é narrado em primeira pessoa pela Tatum e possui desafios e aventuras do começo ao fim, fazendo com que seja impossível parar de ler. 

A narrativa traz humor e uma personagem bastante forte que consegue envolver qualquer leitor. O fator cativante desse livro é que é uma história simples, que poderia acontecer com qualquer um de nós, mas com fatos capazes de fazer o leitor entrar dentro do livro e sentir cada palavra. 
Toda vez que encontro um livro que me satisfaz desse jeito, fazendo com que eu leia sem conseguir parar, eu fico extremamente feliz e tenho vontade de separar um lugar especial na minha estante. 

A história me deu frio na barriga e arrancou lágrimas e suspiros. Ele é escrito por Penelope Douglas, uma escritora excepcional que cativou meu coração e que sabe escrever extremamente bem. Depois de terminar de ler descobri que a escritora publicou cinco livros dessa série, e eu achando que leria apenas um. Agora eu sei que depois que ler todos vou ter aquela velha sensação "e o que eu leio agora?", precisamos honrar o nome do blog não é mesmo? 

Falando um pouco dos personagens: 
Tatum Brandt: mais uma personagem forte e bem desenvolvida. Dessa vez me apaixonei tanto por Tatum quanto por Jared. É legal ver que durante o livro Tate tenta se vingar mas não gosta de ser o tipo de pessoa que maltrata as outras, levando seu bom caráter até o fim.
Jared Trent: misterioso e incompreensível são as palavras que definem Jared no começo do livro, no entanto, com o decorrer da história começamos a entender seus motivos (mesmo não sendo certos) e a descobrir o inferno pelo qual ele passou. Suas frases e ações são coisas que machucariam qualquer pessoa e na minha opinião Penelope conseguiu incorporar muito bem esse adolescente de mal com a vida. 

"Sempre fui Sua" é um livro maravilhoso e apaixonante que vai te deixar acordado durante a noite toda. 

"Eu era dele. E ele era meu. 
Nunca havíamos nos distanciado um do outro. Nós dois estávamos cuidando um do outro, mesmo sem perceber. 
E agora estávamos completos." 

Autor: Penelope Douglas
Editora: Universo dos Livros
N° de páginas: 362
Avaliação: 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Lick

"Uma noite de aventuras. Um casamento inusitado. E uma ardente história de amor...
No impulso de uma noite de diversão e bebedeira em Las Vegas, Evelyn Thomas casou-se com um desconhecido. No dia seguinte, porém, ela se deu conta de que aquilo fora um terrível engano. Então, decidiu manter este pequeno deslize em segredo.
O que Evelyn não sabia era que havia se tornado a esposa do cobiçado David Ferris, guitarrista da famosa banda de rock Stage Dive. Agora, ao retornar para sua casa em Portland, ela terá de enfrentar as perseguições de repórteres, fugir às loucuras das fãs do astro e ainda encarar sua família, que não demonstrou nenhum contentamento com o ímpeto matrimonial da jovem filha.
Será que Evelyn conseguirá resistir às delícias de David a fim de permanecer como “a garota certinha” ou decidirá embarcar nessa glamourosa aventura junto ao marido rockstar?"

 Quem nunca sonhou em ter um inesquecível romance com um bad boy famoso? Lick é a história de uma garota comum que vira sua vida de cabeça para baixo com duas simples palavras, "eu aceito". Narrado em primeira pessoa pela Evelyn, uma garota certinha que sempre seguiu os passos dos pais, o livro gira em torno de uma aventura surreal e cheia de música. 


O livro já começa no caos, na manhã seguinte do fatídico acontecimento. Sua ressaca é indiscutível, porém sua companhia é inacreditável. No começo, Evelyn não percebe que passou sua noite com um famoso rock star e que se casou com ele sem mais nem menos. Ela foge e mantém o acontecimento em segredo. No entanto, nada que acontece em Las Vegas fica em Las Vegas, ainda mais se você acaba se casando com o guitarrista de uma banda muito famosa. 


Buscando concertar suas escolhas, Evelyn aceita o "convite" de David e vai para sua mansão, tendo em vista assinar o contrato de divórcio. Lá ela conhece um mundo onde não se encaixa, pessoa com quem não consegue lidar. Mulheres extravagantes e oferecidas, homens desrespeitosos e advogados cruéis. Tudo parece estar desabando e Evelyn sente o desprezo de David, até que os dois decidem dar um tempo e se refugiam em uma das casas de David. 


Evelyn resiste e nega quaisquer sentimentos relacionados ao guitarrista, porém a atração passa a ser palpável e é difícil resistir à paixão. Ela pode se arriscar e seguir seu coração ou se fechar para o amor e jamais descobrir o que poderia acontecer. 


Um pouco sobre os personagens principais: 

David Farris: desde o começo conseguimos perceber que David se importa com Evelyn, porém em alguns momentos ele se perde, parecendo confuso com seus sentimentos e querendo evitar se machucar com uma possível e iminente rejeição. Ele é um homem com um passado obscuro mas que quer um futuro diferente. O personagem foi bem desenvolvido pela escritora. 
Evelyn Thomas: adoro ver a evolução dos personagens com o decorrer do livro e não foi diferente com Ev. No começo ela é uma garota certinha em busca da aprovação dos pais, mas ao longo da história ela vai ganhando experiencia, decepções, surpresas e principalmente amor, que a transforma em uma garota segura de si em busca de uma vida feliz ao lado das pessoas que ama. 

Lick é um romance com pitadas clichês, mas repleto de emoção e surpresas. A leitura é tranquila e difícil de largar. Lick é o primeiro livro de uma série de quatro livros, a Stage Dive, cada um conta a história de um dos integrantes da banda. Então que tal mergulhar de cabeça nessa história que envolve muita música e paixão?


Autor: Kylie Scott

Editora: Universo dos Livros
N° de páginas: 301
Avaliação: 


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Sem Proteção - parte 6

Theo

"Eu sei que você matou a Jackie!"

A frase repercutiu pela minha mente e permaneceu lá, causando o início de uma dor de cabeça. Olhei no fundo dos expressivos olhos de Isis e me perguntei se ela realmente pensava naquela possibilidade. Fechei os olhos e soltei seu corpo, ela se afastou e me encarou, provavelmente esperando o pior de mim.

- Você realmente acha que eu a matei?

Seus lábios abriram e fecharam, mas a voz não saiu de sua boca. Eu sabia que ela travava um batalha interna, tentando decidir se realmente me considerava culpado ou não. Seus olhos me estudaram, quase me suplicando, e a dor aguda se intensificou em meu peito. A sensação era familiar e desoladora, impossível de esquecer. Eu vinha tentando evitar os pensamentos relacionados a Jackie, mas em poucos instantes a imagem de seu corpo frágil e sem vida bombardeou minha mente fazendo com que todo o cansaço e a dor se tornassem  quase palpáveis. Me afastei ainda mais de Isis e virei as costas para ela. Apertei meus punhos até que os nós dos meus dedos ficassem brancos. Eu não sentia raiva por seus pensamentos sobre mim, mas mentiria se dissesse que eles não me magoavam.

- Eu não matei a Jackie - falei por fim.

Permaneci de costas tentando lidar com a minha própria dor.

- Eu a amava - falei enquanto me virava, o sofrimento explícito na minha voz - Ainda a amo.

Um conjunto de sentimentos e sensações estampou o delicado rosto de Isis e eu vi suas defesas se esvaindo. Seus ombros ficaram tensos e seus olhos fitaram o chão, os pés remexendo a terra e os restos de feno. Por fim seus olhos mergulharam nos meus, buscando respostas.

- Você a ama - disse ela com dificuldade - Você a ama e sequer tentou me contar.

Suas últimas palavras estavam carregadas de ressentimento e raiva. Eu precisava fazê-la entender.

- Me desculpe, eu não podia contar, se contasse, o meu futuro e o de Jackie seria prejudicado.

- Então você me usou? - indagou Isis se aproximando, os olhos furiosos.

- O que? Não, eu nunca...

- Nunca fingiu gostar de mim? Me poupe, Theo!

Isis cuspia as palavras em cima de mim e demonstrava todo o seu desprezo. A confusão me atingiu em cheio.

- Isis - comecei calmamente - Me escute...

- Cala a boca! Eu não quero escutar mais nenhuma mentira!

A raiva transbordava de seus olhos e eu sabia que ela não iria ceder. Sustentei seu olhar furioso e parti para o ataque. Isis logo percebeu que ela era o alvo e tentou se esquivar, no entanto, a tentativa foi em vão. Agarrei seus braços e a manti refém. Seu corpo se debatia e ela tentava me machucar de todas as maneiras possíveis.

- Pare com isso! - gritei sacudindo seu corpo - Você não está me escutando!

- Eu não quero escutar! Não quero mais ouvir o quanto você ama sua alma gêmea Jackie! Me solta!

Todos os pensamentos sumiram da minha mente e minha boca secou. Mergulhamos em um silêncio profundo que pareceu durar uma eternidade.

- Eu não amo a Jackie do jeito que você acha - falei, depois de um tempo, fitando o chão - Ela era a minha irmã.

Não consegui olhar em seus olhos, se ela me encarasse conseguiria ver toda a minha dor. Minhas mãos escorregaram pelos braços de Isis, porém, pararam assim que tocaram seus dedos. Levantei o olhar e captei a culpa por de trás dos seus cílios. Cautelosamente Isis abraçou meu corpo, nos conectando. Ela não era uma garota alta, mas conseguiu envolver meu corpo de uma maneira que ninguém nunca tinha feito. Eu não era um cara de abraços, mas isso mudou depois que Isis entrou na minha vida.

- Eu sinto muito - disse ela simplesmente.

A tensão em meu corpo logo se dissipou e eu me permiti relaxar. Afaguei os cabelos de Isis, agradecendo, silenciosamente, sua presença. Ficamos assim por dois segundos, dois minutos, duas horas ou uma eternidade, não sei, apenas me agarrei à sensação de paz.

- Eu estava lá - falou Isis depois de um tempo, quebrando o silêncio.

Me afastei apenas o suficiente para conseguir ver seu rosto.

- O que você quer dizer com isso? - perguntei cauteloso.

- Eu estava lá na noite em que Jackie foi assassinada.

Coloquei distância entre nós dois, sem saber direito no que pensar. Ela estava lá, por que não ajudou minha irmã?

- Eu não sabia o que estava acontecendo - disse ela voltando a se aproximar - Eu estava treinando no campo quando as vozes se tornaram audíveis, mas a conversa não durou muito tempo, então pensei que havia imaginado tudo. Quando eu estava voltando, vi você entrando em seu quarto e olhando para todos os lados, como se estivesse conferindo se realmente estava sozinho. No dia seguinte eu apenas juntei todos os fatos.

Minha mente trabalhava rapidamente, encaixando tudo como um quebra-cabeças. Fitei os olhos de Isis novamente, a dúvida voltando a se instalar dentro dela. Tudo estava tomando forma para mim, as lacunas estavam sendo preenchidas.

- O que você estava fazendo naquela noite, Theo?

A pergunta pareceu um xeque-mate, eu era a última peça e estava encurralado. Revelar meus segredos poderia ser algo perigoso e com certeza não tinha volta, mas eu devia isso a Isis e por ela eu não me importava em arriscar. 

- Eu estava voltando da tenda do Comandante. 

Vislumbrei o misto de confusão e surpresa no rosto de Isis. Não havia mais volta. 

- Por quê? - perguntou ela.

Xeque. 

- Porque ele é meu pai. 

Mate. 


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Bela Redenção

"Liis Lindy é uma agente do FBI decidida a se casar apenas com o trabalho. Ela adora sua mesa, está em um relacionamento sério com seu laptop e sonha em ser cumprimentada pelo diretor depois de solucionar um caso difícil. 
O agente especial Thomas Maddox é arrogante e implacável, um dos melhores que o FBI tem a oferecer — e chefe de Liis. 
Quando Liis e Thomas são encarregados de uma missão em que precisam fingir ser um casal, a atração entre eles chega ao limite — e os leva a questionar quanto realmente estavam fingindo.
Bela redenção é o segundo volume da série que narra a excitante, romântica e por vezes volátil jornada dos Maddox rumo ao amor. Chegou a hora de conhecer o mundo misterioso do esquivo Thomas e descobrir como a paixão pode ser intensa quando você não é a primeira, e sim a última. Além, é claro, de rever os outros irmãos da família Maddox."



A vida de Liis estava longe de ser uma aventura. Ela sempre obedeceu os pais, evitou os riscos, "amou" sem se expor e protegeu seu coração. Até que a monotonia passou a ser insuportável. Aproveitando uma promoção do FBI, Liis muda sua vida e deixa tudo o que ela conhece no passado. Assim que chega na cidade nova, Lindy se vê em uma situação inusitada: um cara desconhecido e irresistível, uma oportunidade, uma experiência nova. Liis mergulha de cabeça e descobre sensações que nunca tinha tido com Jackson, seu ex namorado. Porém, o conto de fadas acaba e ela percebe que o príncipe não tão encantado é seu vizinho e o odiado SAC do FBI, seu mais novo chefe Thomas Maddox. Ambos tentam evitar a atração que sentem, mas em uma missão onde os dois devem ser um casal e enfrentar o doloroso passado de Thomas, o amor aflora e a barreira em seus corações começa a desmoronar. 


Jamie McGuire entrou na minha lista de melhores escritos depois que eu li seu primeiro livro e não foi diferente com o restante dos seus livros. "Bela Redenção" conta a história de amor de Thomas Maddox, o irmão mais velho que teve uma pequena aparição em "Bela Distração", o livro que conta a história de Cami e Trenton . 
Fiquei muito entusiasmada quando li a sinopse de "Bela Redenção" , já que se trata de um romance envolvendo FBI e investigações. A narrativa é em primeira pessoa, com Liis contando a história, e é simplesmente irresistível (assim como Thomas). A melhor parte foi entender o lado de Thomas, acompanhar sua dor e sua caminhada até encontrar o amor da sua vida. Também foi incrível ver a jornada de Liis e suas descobertas, ela conseguiu desfazer a muralha que protegia seu coração e ficou livre para amar Thomas. 
Como de costume, devorei o livro e amei seu enredo, porém, algo não me satisfez. O livro acaba com Liis se mudando para o outro lado de país e Thomas indo junto, dez anos se passaram, os dois continuam namorando e esperam por um bebê, mas não consegui detectar a emoção neles, como se não estivessem felizes. Isso tirou um pouco da magia do livro e me deixou um tanto desencantada. 

Falando um pouco dos personagens principais: 
Thomas Maddox: Thomas, como o resto dos irmãos, consegue ser irresistível, mas percebi que a autora resolveu explorar um lado mais sentimental do que sexual, o que, por um lado, deixou o livro mais pesado, mas passou uma mensagem de superação e amor. Thomas conseguiu ser diferente dos outros irmãos, carregando uma carga emocional muito maior e se mostrando um homem com um coração gigante.
Liis Lindy: uma garota normal com uma vida pacata que descobre o amor na cidade grande. Ela sabe o que quer e luta para subir na vida, vivendo exclusivamente para o trabalho. Seu coração nunca foi quebrado, mas ela nunca amou. Em sua jornada ela descobre que pode amar tanto seu trabalho quando o amor da sua vida. 

"Bela Redenção" é mais um livro da série "Belo Desastre" e veio para ficar. 

Autor: Jamie McGuire
Editora: Verus Editora
Nº de páginas: 302
Avaliação: 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Sem Proteção - Parte 5

Os nós dos meus dedos encontraram novamente o sólido saco de areia, se minhas mãos não estivessem protegidas pelas faixas provavelmente o lugar estaria em carne viva. Soquei mais algumas vezes e senti o suor escorrendo pelas minhas costas. Minha respiração estava ofegante, mas eu sentia meu corpo muito mais forte. Eu estava cumprindo a promessa de nunca mais apanhar, estava finalmente me tornando uma adversária a altura dos outros. Percorri com os olhos meu braço nu e notei a saliência dos músculos, eu não era mais a garotinha fraca de antes. 
O sol já havia se posto a um bom tempo, porém eu continuava firme no meu treinamento, mesmo sem saber se aquela atitude era permitida ou não. O campo de treinamentos estava silencioso, fazendo com que minha respiração entrecortada ficasse muito mais alta do que o normal. Suspirei pesadamente e senti o cansaço atingindo meu corpo, decidi encerrar o treinamento da noite, um luxo que agora eu poderia me dar. 
Comecei a desamarrar as faixas dos punhos quando escutei, ao longe, vozes um pouco alteradas. 
- Você achou que ninguém iria perceber? - disse uma voz feminina alto o suficiente para que eu pudesse escutar.
- Fale baixo, não irei pedir outra vez - o homem parecia furioso. 
- Ha ha ha - a risada era sem nenhuma emoção - Como se eu fosse obedecer um traidor. 
Fui tomada pela curiosidade e me aproximei um pouco mais das vozes, ficando logo atrás de uma parede de escalada. O cheiro forte de madeira molhada penetrou minhas narinas, mas me concentrei na conversa das duas pessoas. 
- Quando eu contar o que você está planejando, meu...
A frase da garota parou abruptamente. Apertei os olhos para tentar enxergar o que estava acontecendo, mas não consegui enxergar nada, a escuridão banhava tudo ao meu redor. 
- Shhh... Você não irá contar... 
A última frase foi tão baixa que eu fiquei em dúvida se realmente havia escutado. A verdade é que eu estava me perguntando se a conversa toda tinha realmente acontecido. Eu estava cansada, privada de sono, seria muito fácil plantar acontecimentos falsos na minha mente. Desisti de tentar enxergar as supostas pessoas quando o silêncio reinou novamente. Uma brisa morna envolveu meu corpo, fazendo um arrepio subir pela minha espinha, algo parecia muito errado. Balancei a cabeça, mandando embora os pensamentos indesejados. 
Enrolei as faixas e me dirigi ao banheiro feminino. Dez minutos depois eu já estava trilhando o tão conhecido caminho de volta para o meu dormitório. Caminhei por entre as cabanas numeradas com o pensamento longe. O céu estava limpo, cheio de estrelas. Era fácil notar cada uma delas estando longe das luzes da cidade, mas ao mesmo tempo era difícil olhar para aquela imensidão e não lembrar o quão longe eu estava das pessoas que eu tanto amava. Respirei fundo e segurei algumas lágrimas teimosas. Segui meu caminho até me deparar com um movimento fora do comum. Me agachei entre alguns arbustos e esperei. Vi a silhueta de uma pessoa caminhando cuidadosamente até uma das cabanas, que não estava tão longe do meu esconderijo. A luz da varanda se acendeu e o rapaz abriu a porta com cuidado, mas não sem antes das uma breve olhada para trás, cuidadoso. Meu sangue gelou, não era apenas um rapaz, era Theo, o meu Theo. Havíamos nos visto naquela mesma tarde e ele estava carinhoso e amável como sempre, porém, o homem que eu via agora parecia diferente, desconfiado, até mesmo preocupado. Engoli em seco e  ignorei a vontade de ir correndo em direção aos seus braços. Esperei alguns minutos depois que Theo entrou e peguei novamente o caminho para o meu quarto. 
Eu ainda remoía o acontecimento de antes, me perguntando se havia mesmo acontecido. Porém, o sono logo chegou, fazendo com que eu esquecesse de todos os possíveis problemas. 


* * * 

A voz aflita de Cora penetrou fundo nos meus ouvidos, tornando a missão de ignorá-la impossível. Abri os olhos e avistei duas sobrancelhas unidas. Algo estava errado. 
- Levante Isis! Tem alguma coisa errada! 
Levantei rapidamente e troquei de roupa, Cora já roía as unhas impaciente. Saímos juntas da cabana e avistamos várias pessoas correndo em direção ao campo de treinamentos. Troquei olhares rápidos com a minha amiga e juntas seguimos a multidão. Uma sirene alta começou a soar, fazendo com que todos ficassemos ainda mais preocupados. Agarrei a mão de Cora e a guiei por entre todas as pessoas, mas assim que chegamos perto o suficiente eu me arrependi de ter tido tal decisão. 
O corpo de Jackie se encontrava sem vida e pendurado de uma maneira estranha em uma das barras pertencentes ao equipamento de treino. Levei a mão a boca e arfei, Cora agarrou um de meus braços e apertou com força. Dois homens musculosos chegaram ao corpo de Jackie e o livraram da grossa corda, colocando seu corpo em uma maca e cobrindo-o com um saco preto. Eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo. A suposta conversa da noite passada ocupou minha mente. Será? 
- Estão dizendo que ela se matou - cochichou um garoto ao meu lado - Encontraram uma suposta carta de suicídio no quarto dela. 
Olhei para o rosto jovem e cheio de sardas. 
- Você acredita que tenha sido suicídio? - perguntei sinceramente. 
Alguns segundos se passaram até que ele finalmente respondeu. 
- Não, e você? 
Olhei novamente para o local onde o corpo havia sido encontrado. 
- Eu também não. 

  * * * 

Dois dias haviam se passado desde a repentina morte de Jackie. Agora, com o início das investigações, meu palpite se confirmou: Jackie não havia se matado, ela havia sido brutalmente sufocada até que toda a vida se esvaísse dela e então seu corpo foi pendurado e uma carta foi implantada em seu quarto, dando a entender que havia sido suicídio. Porém, a letra sequer era parecida com a de Jackie, fazendo com que a opção de suicídio fosse rapidamente excluída. 
Não se falava sobre outra coisa no centro, fazendo com que a tarefa de ignorar o ocorrido fosse completamente impossível. Tudo estava confuso demais e o sumiço de Theo não ajudava em nada. Minha mente trabalhava tentando descobrir mais detalhes sobre a noite do ocorrido. Eu lembro da discussão, Jackie sabia de alguma coisa capaz de acabar com a sua vida, ela sabia de um segredo sujo, e o suposto traidor decidiu agir antes que ele mesmo fosse prejudicado. 
A frieza com que ele falava com ela, seu tom ameaçador e baixo, tudo agora fazia sentido, menos uma coisa: quem era aquele homem? Vasculhei mais fundo na minha mente em busca de respostas e  então eu encontrei, mas preferia não ter encontrado. No caminho de volta para o dormitório eu vi Theo entrando em sua cabana, ele parecia incomodado, vigilante, estranho. Naquele momento eu não havia pensado nisso, mas agora estava começando a ligar os pontos. Eu fiquei dez minutos no banheiro e demorei apenas mais dois para chegar perto da cabana de Theo. Doze minutos. Doze minutos eram mais do que suficientes para arranjar uma corda e pendurar o corpo de uma garota inocente. Mas não podia ter sido ele, Theo nunca faria uma atrocidade dessas, mesmo que fosse com alguém com o temperamento de Jackie. Eu tinha plena noção de que os homens dali não eram tão sensíveis, mas também tinha certeza de que nenhum deles era tão sem coração. Ou será que eram? 
Respirei fundo e esfreguei os olhos cansados. Eu não queria acreditar que Theo era o culpado, mas todas as pistas indicavam que o homem por quem eu estava perdidamente apaixonada era um assassino cruel. Meu coração se despedaçou e respirar se tornou uma tarefa muito difícil. Agarrei os lençóis com força e dessa vez não engoli o choro. Chorei por Theo, chorei pelo o que ele representava antes, chorei pelo amor que sentia, chorei por ter sido enganada, chorei por ter destroçado mais uma vez meu fraco coração. 

* * * 

Eu estava evitando Theo com todas as minhas forças, tudo nele agora era estranho e suspeito. O treinamento da tarde foi tenso, deixando meus músculos mais doloridos que o normal. Eu fazia o possível para me concentrar nos exercícios e não olhar para Theo, mas todas as vezes que eu olhava eu notava seu olhar de volta, me analisando, um olhar cheio de dúvidas e tristeza. 
Terminei o treinamento e tomei um banho rápido, me dirigindo rapidamente para o lugar onde eu me sentia mais segura, meu quarto. 
- Isis, uma carta do sargento para você - disse Cora, estendendo o papel amarelado na minha direção assim que adentrei nossa cabana. 
Cora era, mesmo que negasse, uma garota sensível e a morte de Jackie havia mexido muito com ela. Frequentemente ela acordava gritando e dizendo que estava sendo perseguida, aquilo me deixava preocupada, mas eu sabia que minha amiga era forte e que iria superar tudo aquilo juntamente com a minha ajuda. 
Peguei a carta de suas mãos e lhe lancei um sorriso, abri o envelope e passei os olhos pelas letras digitadas. 

"Cara Isis Carter, 
Sua presença foi solicitada no estábulo. Alimente e dê remédios aos cavalos..."

As palavras não acabavam aí, porém era o suficiente para mim. Suspirei e avisei Cora que logo estaria de volta. Calcei as galochas de borracha preta segui para o estábulo. Eu, particularmente, gostava de cuidar dos cavalos, mas naquele momento meu corpo implorava pela minha cama. 
Empurrei a grande porta de madeira e caminhei até o centro do estábulo. O ar ali dentro estava ligeiramente frio, o feno permanecia espalhado pelo chão, mas algo estava errado, os cavalos não estavam ali. Engoli em seco e senti um calafrio percorrer minha espinha. Senti o medo me invadir, porém, permaneci imóvel. 
- Isis. 
A voz havia apenas sussurrado meu nome, deixando ele se espalhar pelo ambiente. Virei cautelosamente e vi Theo se aproximando. O medo foi substituído pelo pânico, aquilo era uma armadilha e eu era a próxima vítima. Como pude ser tão burra? 
- Não chegue perto de mim! - gritei para Theo. 
Ele hesitou por alguns instantes mas continuou avançando. Contornei uma mesa velha e larga, colocando distância entre nós. Começamos uma espécie de "brincadeira" de gato e rato. Eu era o rato. Eu é que iria morrer no final. Theo ostentava um olhar de predador nos grandes olhos e seu maxilar estava trincado. Ele fingiu um movimento e logo avançou na minha direção, conseguindo agarrar meu corpo por trás, me impedindo de correr. O ar deixou meus pulmões e tudo ficou em câmera lenta. Me concentrei na minha força e me lembrei da minha promessa: eu não iria apanhar outra vez, e isso incluía morrer enforcada. A raiva borbulhou dentro de mim e com um golpe bastante conhecido acertei Theo nas costelas. Ele arfou de dor e me soltou por tempo suficiente para que eu fugisse. Corri em direção a porta sem olhar para trás. 
- Você ficou forte - disse ele perto demais de mim. 
Qual era o problema dele? O cara era indestrutível? Poxa, eu esperava ter quebrado pelo menos uma das costelas dele. Cheguei perto da porta e o sentimento de vitória me invadiu, porém, cedo demais. Theo agarrou meu braço com força e segurou meu corpo de encontro ao seu, impedindo meus movimentos. Considerei uma cabeçada, mas temi machucar mais a mim mesma do que a ele. 
- Me solte! 
- Eu só quero conversar! - gritou ele. 
Continuei me contorcendo e por acidente olhei dentro de seus olhos. Theo parecia confuso e machucado, como se meu antigo Theo estivesse de volta. 
- Porque está me tratando assim, Isis? 
Parei de lutar e olhei em volta, procurando por alguma coisa, algo que eu temia estar ali. E estava. Minhas pernas fraquejaram e Theo seguiu meu olhar, arregalou os olhos assim que percebeu a grossa corda pendurada em uma das baias. 
- Você realmente achou... 
Não deixei que ele terminasse de mentir. 
- Eu sei que você matou a Jackie! 


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Louca por você

"Quando Olivia conhece o charmoso e irresponsável Cash, não imagina que resistir às suas investidas pode ser bem mais difícil do que ela pensa. Nash, seu irmão gêmeo, também desperta o interesse da jovem. Responsável e bem-sucedido, ele é o oposto do irmão. Porém é comprometido com a prima de Olivia. Embora tenham personalidades completamente diferentes, guardam algo em comum - um incontrolável desejo por Olivia. Presa a esse triângulo amoroso, ela é incapaz de resistir aos beijos provocantes do selvagem Cash e às investidas do romântico Nash, muito menos desconfia que os dois irmãos guardam um grande segredo."




Olivia é uma garota simples, filha de fazendeiro, que sai da sua cidade natal para cursar a faculdade. Ela trabalha como bartender nos finais de semana e seu único objetivo é se formar na faculdade de administração para ajudar o pai com a fazenda. Depois de não conseguir mais pagar um apartamento, Olivia se muda para o luxuoso apartamento da arrogante Marissa, sua prima. 
Em uma noite, enquanto comemora a despedida de solteiro da melhor amiga, Olivia conhece, de maneira constrangedora, o bad boy Cash. Ela não conhece tirar o misterioso estranho de sua cabeça, mas sabe que jamais poderá entregar seu frágil coração a ele. Como se tudo isso não bastasse, Olivia conhece o namorado de Marissa e descobre que o mesmo é irmão gêmeo, e o oposto, do intrigante Cash. Ela se vê em uma situação onde seu coração clama por Cash mas sua cabeça implora pelo comprometido, e igualmente perfeito, Nash. 
Porém tudo se torna perigoso demais quando um antigo segredo vem a tona. Será que Olivia conseguirá lidar com todas essas situaçõe


Comecei a ler "Louca por você" esperando uma leitura simples que fosse apenas me distrair, porém me surpreendi com o emocionante  e incrível enredo.  M. Leighton consegue enganar direitinho o leitor com a sinopse clichê da parte de trás, e a ideia de uma história comum permanece até a última parte do livro. 
M. Leighton construiu a narrativa em volta do romance erótico, mas soube usar uma linguagem mais "recatada". A leitura é extremamente fácil e rápida, já que contém esse quê de mistério. A autora se mostrou uma incrível escritora. Como o livro gira em torno de um grande segredo é difícil falar sobre ele, já que qualquer comentário descuidado pode gerar um gigantesco spoiler. Por isso vou deixar para comentar mais sobre ele em um vídeo. 

Autor: M. Leighton 
Editora: Record
N° de páginas: 301
Avaliação: ✐ 

sábado, 29 de agosto de 2015

Seduzida pelo Perigo


"Catherine Zimermann levava uma vida normal, sem luxos ou grandes ambições. Após perder os pais e um trágico acidente, não conseguiu impedir que seu irmão Chase, desiludido e revoltado com a vida, partisse de sua cidade natal, deixando-a para trás. Desde então, Cath vive um dia de cada vez, cursando sem pressa a faculdade de psicologia e trabalhando em uma lanchonete de dia, para pagar seus estudos à noite. Até que um telefonema inesperado tira sua rotina dos trilhos.

Chase está com a voz embargada e desesperada; está encarcerado em um presídio na Califórnia, acusado de estupro e homicídio. Cath fica perdida. Apesar de há muito desconhecer o antigo irmão dócil e carinhoso, nunca imaginara que ele fosse capaz de tremenda brutalidade. Então ela segue para Califórnia, decidida a esclarecer tal história, com ânsia de provar que o que Chase alega é a mais pura verdade: ele é inocente. Mas, para isso, Cath precisa encontrar o verdadeiro culpado.

O que fazer quando a verdade que procuramos está bem diante de nossos olhos? O que fazer quando o coração nos trai e nos apaixonamos por quem deveríamos odiar?

A vida não possui um roteiro. O destino sempre pode nos pregar uma peça."

As vidas de Catherine Zimermann  e  de seu irmão Chase viraram de cabeça para baixo logo após o abrupto falecimento dos pais. Chase se tornou rebelde e de mal com a vida, Cath tentava viver um dia após o outro. Até que Chase decidiu ir embora. Cinco anos depois Cath recebe uma ligação de seu irmão, ele está na cadeia, culpado de estupro seguido de assassinato e corre o risco de pegar pena de morte. Cath larga tudo e resolve ajudar o irmão, mesmo sem ter certeza se ainda o conhece. Chegando lá ela descobre que Chase andava com Leonard Clarke, um milionário capaz de tudo para conseguir o que quer. Catherine inicia então a busca pelo verdadeiro culpado, colocando sua própria vida em risco e sendo irresistivelmente seduzida pelo perigo. 

Seduzida pelo perigo foi o primeiro E-book que eu li. Tenho que admitir que no começo fiquei frustrada com toda essa história de livro digital, eu queria gostar de ler pelo computador para que fosse mais prático e eu pudesse ter um maior acesso aos livros. Porém, eu não conseguia encontrar uma história boa, que me cativasse, até que encontrei "Seduzida pelo perigo", da JC Ponzi. 
Desde o início eu me senti atraída pela sinopse, torcendo para que a história fosse tão boa quanto. Para minha felicidade, eu não me decepcionei. JC Ponzi é uma escritora incrível, conseguiu criar uma história e um romance cativantes e apaixonantes. O livro tem um quê de mistério, o que o deixa ainda mais irresistível, e entra na categoria de livros adultos. No entanto, JC conseguiu escrever as cenas de uma maneira um tanto "reservada", evitando palavras muito "grosseiras". Na minha opinião essa estratégia, se é que podemos chamar assim, foi incrivelmente bem executada, conseguindo me deixar muitas vezes com frio na barriga. 
Falando um pouco dos personagens principais: 
Catherine: Cath é uma personagem com personalidade forte e engraçada. Luta pelo o que quer e preza o bem das pessoas que ama. Gostei muito de como JC desenvolveu a mesma, fazendo com que fosse impossível não criar um laço com ela. Porém, a personagem é extremamente teimosa, muitas vezes acabava sofrendo pelo fato de não impedir acontecimentos "catastróficos". 
Leonard Clarke: desde o início eu sabia que iria amar Leonard Clarke. Seu jeito "mau" me cativou no instante em que ele apareceu no livro. É lindo ver seu amadurecimento durante a história, de um cara "sem coração" a um "louco apaixonado". O modo como ele tenta manter o controle sobre tudo e sua inquestionável atração por Cath deram um toque final. Amei Leo do início ao fim. 

O livro mistura humor, romance e mistério de uma maneira perfeita, fazendo com que seja impossível parar de ler. Porém o final não me agradou muito. Eu gostaria de saber o que aconteceu com os outros personagens, gostaria de ver Cath e Leo se apegarem a Nathan, porque achei a relação um pouco distante. Tirando as pequenas, e quase inexistentes falhas, "Seduzida pelo perigo" é uma história perfeita que me cativou do início ao fim. 

Autor: JC Ponzi (escritora brasileira) 
Editora: Dreams house
N de páginas: 282
Avaliação: ✐ 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Quarto vídeo do canal!


Boa noite meus queridos leitores! O quarto vídeo do canal é sobre minha primeira compra na Amazon. Não deixem de dar uma olhada e comentar! 

Link: https://www.youtube.com/watch?v=HnaIjneSAKM

domingo, 23 de agosto de 2015

Sem Proteção - Parte 4

Uma gota de suor traçou caminho da minha testa até a ponta do meu nariz, logo em seguida uma outra percorreu o mesmo caminho. Minhas mãos permaneciam na barra de exercício e a dor já beirava o insuportável, mas eu não iria desistir. Fechei os olhos e respirei fundo. A frase "a dor é psicológica" se tornou um mantra desde que Jackie me atacou, e eu me mantinha firme, focando em apenas um objetivo: nunca mais me sentir impotente outra vez. As dores no corpo e o ódio que eu sentia por aquele lugar não importavam mais. 

Flexionei os braços novamente e puxei meu corpo para cima, ultrapassando a barra de exercício. Todos os meus músculos tremiam e foi impossível conter um gemido de dor. O barulho agoniado chamou a atenção de Theo. Vi seu corpo forte se aproximar de mim. Engoli em seco. Seu rosto ficou a centímetros do meu, deixando clara sua expressão de descontentamento. Parei de respirar e fechei os olhos, não conseguiria ficar olhando para ele. 

- Você não precisa fazer isso - sussurrou Theo.

Abri os olhos confusa e fui surpreendida por seu olhar suave. Um misto de emoções me inundou, dentre elas a raiva. Eu precisa sim fazer aquilo, porque ninguém ali iria me proteger, apenas eu mesma. Bufei em resposta e voltei a flexionar os braços.

- Isis - disse ele de maneira quase suplicante, me fazendo vacilar. 

Soltei a barra e em segundos meu corpo já estava no chão, a risada de Jackie chegou até mim e machucou meu ouvidos, a raiva me dominou. Apoiei as mãos no chão, ignorando a dor que fazia meu estômago se revirar, e tentei me levantar. Porém, antes de conseguir realizar a ação, Theo capturou meu corpo e jogou por cima do ombro. 

- A magrela se machucou com a queda, vou leva-la até a enfermaria - disse Theo, me tirando do sério. 

Jackie soltou outra gargalhada. Me debati e soltei todos os palavrões que conhecia enquanto Theo me carregava como se eu não pesasse nada. Nos afastamos do campo de treinamentos e seguimos em direção às cabanas. Eu não precisava ir até a enfermaria e também não precisava da ajuda de Avery. Continuei socando suas costas até minhas mão doerem, era incrível ele não estar sentindo dor. 

- Não adianta fazer isso, só vai se cansar ainda mais - disse ele calmamente. 

- Eu não preciso que você me carregue, eu sequer estou machucada. Me solte! Eu não quero ir para a enfermaria, seu brutamontes! - gritei. 

- Não estamos indo para a enfermaria. 

A frase me calou. Se não estávamos indo para a enfermaria, aonde estávamos indo? Um arrepio percorreu minha espinha e minha boca ficou seca. Olhei em volta e percebi que nos afastávamos das cabanas, eu não conseguia ter uma visão do que estava a nossa frente e aquilo me assustou ainda mais. 

- Theo - chamei com a voz trêmula - Para onde estamos indo? 

- Pare de fazer perguntas, você fica ótima de boca fechada.

Me indignei com seu comentário e soquei novamente suas costas, arrancando uma risada controlada dele. O som foi como música para meus ouvidos, o que me deixou ainda mais emburrada. Cruzei os braços e esperei. Poucos minutos depois Theo me colocou sentada em um amontoado de feno e ficou alguns passos mais para trás. 

- Estamos em um estábulo? - perguntei olhando em volta. 

- Sim, estamos na parte de trás do estábulo, para ser mais específico - explicou ele. 

Observei o lugar. Ao longe uma cerca delimitava o fim do centro de treinamentos. A grama era de um verde vivo e o campo era aberto, propiciando uma vista maravilhosa das árvores e do céu. Me escorei na parede de madeira velha e suspirei, estar ali era como estar em mundo só meu, longe dos problemas que agora eu enfrentava. 

- É lindo - falei, mais para mim mesma. 

Voltei a fitar Theo e percebi que ele me analisava de braços cruzados. Seu olhar desceu até a minha boca, contornou meu queixou e continuou descendo até minhas mãos, seus olhos se arregalaram e meu rosto se incendiou. 

- Está machucada - disse ele se aproximando e pegando minhas duas mãos. 

Olhei também e vi o que tanto lhe incomodava. Bolhas decoravam as palmas das minhas mãos e elas pareciam estar em carne viva, eu havia sentido dor, mas não sabia que estavam tão ruins assim. 

- Não se preocupe, Avery, vou ficar bem.

Theo largou minhas mãos e fitou meus olhos, seu olhar parecia o de alguém ferido.
- Eu disse que você não precisava fazer aquilo. Você não é forte o suficiente e não está pronta - disse ele severamente - Isis, você viu o quão machucada pode ficar. Aquela surra não lhe ensinou nada, garota? 

Levantei, ficando na altura de seus ombros, e empurrei seu corpo musculoso, que não saiu do lugar. 

- Já chega! Quem você pensa que é?? Estou cansada disso! Eu fui humilhada e já apanhei, você fez alguma coisa para impedir isso? - acusei, batendo em seu peito - Não! Não fez! Então não me venha com essa história de que eu não preciso fazer isso, porque eu preciso! Eu vou treinar e vou mostrar para vocês que não deveriam ter mexido comigo. Eu vou me proteger, já que você não é corajoso o suficiente para fazer isso! 

Seu rosto enrubesceu de raiva e seus punhos se fecharam. Engoli em seco. Xingar Theo não havia sido uma ideia inteligente. Avery agarrou meus braços com força e me empurrou contra a parede de madeira. Meus pés afundaram no feno e meu coração afundou no peito. Eu estava com medo, estava apavorada. Fechei os olhos e esperei pelo inevitável. Mas antes de conseguir evitar, o impensável aconteceu. 

- Você é impossível! - as palavras de Theo vieram carregadas de emoções que eu já conhecia: raiva, confusão, paixão. 

Abri os olhos a tempo de ver seu rosto se aproximando. Seus lábios se chocaram contra os meus, fazendo com que arrepios descessem pelas minhas costas. No começo a surpresa me paralisou, mas logo o beijo foi se tornando cada vez mais urgente. Seus braços puxavam minha cintura e minhas mãos passeavam pelo seu pescoço. Naquele instante tudo desapareceu, tudo fez sentido. Os sentimentos confusos que eu tinha eram os mesmos que os de Theo. Um pedaço da muralha que cercava meu coração se desfez, me deixando um pouco mais vulnerável. A brisa suave balançou meus cabelos e envolveu nossos corpos. Seu cheiro de alfazema chegou até mim e perturbou meus sentidos. Era bom demais para ser real. Era perfeito demais para ser humano. Mas ele era, e estava ali, a um suspiro de mim. Nos afastamos com dificuldade e Theo segurou meu rosto com as duas mãos. 

- Me desculpe, mas eu precisava fazer isso. 

- Não se desculpe, Theo. 

Seu olhar brilhou e um sorriso se formou em seus lábios. Ele era ainda mais lindo sorrindo.

- Gosto quando você me chama de Theo. Avery é distante demais, algo que eu não quero de você. 

Foi a minha vez de sorrir. As borboletas dançavam animadas no meu estômago e naquele momento, olhando para o rosto de Theo, eu percebi que o inevitável havia acontecido: eu estava me apaixonando por Theo Avery. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Sem Proteção - Parte 3

Dois dias haviam se passado desde o humilhante ocorrido e meu rosto era uma prova constante disso. Dois dias e ninguém havia dirigido uma palavra a mim. Dois dias e a solidão já começava a bater na minha porta.

TOC TOC

Pulei assim que escutei as batidas na velha porta de madeira. Talvez eu devesse parar de falar dessa tal de solidão. Levantei da cama e ajeitei inutilmente minha blusa amassada. Já era final de tarde e o dia havia sido extremamente cansativo. Quem quer que fosse teria que ter uma boa explicação para estar ali. Abri a porta calmamente e um vento morno soprou meus cabelos. Uma garota, que devia ter a mesma idade que eu, estava parada na entrada acompanhada de duas malas. Seu corpo era atlético, os ombros largos, o cabelo era tão negro que parecia azul e sua pele era escura como a terra. Eu sabia o que ela estava fazendo ali, seria minha colega de cela.

- Olá, meu nome é Cora Moore - disse ela estendendo uma das mãos.

- Eu sou Isis Carter - respondi o cumprimento.

- E então, já tomou conta do quarto ou tem espaço para mais uma?

Seu sorriso me fez relaxar. Olhando bem, ela parecia ser uma boa pessoa. Afastei o mau humor e decidi que faria uma aliada naquele lugar.

- Claro que tem espaço para você - falei sorrindo - Mas tenho que admitir que pensei que me deixariam sozinha aqui.

Dei alguns passos para o lado, deixando Cora entrar no nossa cabana. O lado dela permanecia intacto, apenas uma fina camada de poeira cobria seus móveis. Minha nova colega de quarto largou suas malas e abriu a janela, deixando a brisa entrar. Assim que senti o vento, o barulho de espirro chegou nos meus ouvidos.

- Desculpe, sou alérgica a poeira - disse ela fungando.

Sorri com a confissão, percebi que ela não era indestrutível, como todos os outros aparentavam ser. Ela parecia mais... humana. Com passos calmos me dirigi até o armário central, peguei um dos panos de limpeza e umedeci. Depois disso passei em todos os móveis, até mesmo nos meus.

- Muito obrigada, Isis - agradeceu ela, sorrindo.

Assenti, já virando de costas e voltando para o meu lado do quarto, mas assim que passei pela porta uma segunda batida me alertou, fazendo com que meu corpo se arrepiasse. Abri apenas uma pequena fresta.

- Olá, Isis.

A voz grave fez meu estômago se agitar. Theo escondia as mãos nos bolsos, seu cabelo levemente bagunçado tocava os olhos, ele usava uma calça verde-militar e uma blusa branca, que se ajustava em seus músculos. Seus olhos não desgrudavam dos meus, como se ele me analisasse. Me amaldiçoei por ficar tão desconcertada em sua presença. Theo Avery não era bom e eu não deveria, nem queria, ter qualquer sentimento ou sensação boa sobre ele.

- Avery - falei assentindo com a cabeça, a menção de seu sobrenome fez com que seus olhos escurecessem e seus punhos se fechassem - Gostaria de alguma coisa, senhor?

Permanecemos com os olhos um no outro, em silêncio, a tensão se tornando palpável.

- Vim aqui ver sua nova companheira e dar todas as instruções necessárias.

Abri espaço para que ele passasse e fechei a porta assim que ele adentrou o quarto. Me dirigi até a cama e sentei, apenas observando.

- Boa noite, Cora Moore - saudou Theo.

- Boa noite, senhor - disse ela, quase em posição de sentido.

- Bem- vinda ao Centro de Treinamento. Percebi que já conheceu sua colega de quarto, ótimo.

Prestei atenção em Theo durante toda a explicação. Seus braços fortes se cruzavam atrás das costas, deixando uma visão clara de suas mãos. A camiseta apertada se ajustava aos seus músculos, não deixando quase nada para a imaginação. Se nosso histórico não fosse aquele e Theo tivesse se mostrado um homem digno, provavelmente eu estaria totalmente encantada por ele. Porém, aquele não era o caso. Avery repetiu todas as informações que eu havia escutado no primeiro dia. Era como se tudo estivesse acontecendo novamente e o estresse me atingiu em cheio. Suspirei cansada, chamando a atenção dos dois. Theo novamente me fitou, dessa vez preocupado.

- Descansem bem esta noite, amanhã começaremos um treino mais intenso. Bom descanso - disse ele se despedindo.

Desviei o olhar e comecei a brincar com um fio solto do meu cobertor. Assim que a porta se fechou Cora suspirou, como se tivesse visto o mais lindo dos Deuses.

- Seu eu soubesse que existem homens tão irresistíveis aqui, eu teria vindo bem antes - disse ela abanando a si mesma.

Não pude deixar de rir de sua encenação, mas no fundo eu sabia que apesar de lindos eles eram perigosos, como plantas carnívoras.

- Boa noite, Cora.

- Boa noite, Isis.


* * * 


O som irritante do auto-falante começou a tocar, fazendo com que eu desejasse ter uma arma para poder estilhaçar aquele objeto abominável.

- O que está acontecendo? - perguntou Cora com a voz visivelmente irritada.

- Hora de levantar.

- É sempre assim?

- Esse inferno? - arrisquei dizer - Sim.

Levantei da cama e me arrastei até a cômoda. Peguei uma muda de roupas e segui para o banheiro compartilhado. Cora veio logo atrás.

Um relógio gigantesco situado em uma das pontas do campo indicava oito horas da manhã. Redes, colchões, cordas, armações de madeira e arames eram alguns dos obstáculos distribuídos pelo campo. Engoli em seco, aquele dia estava prestes a piorar.

- Bom dia recrutas - gritou Avery - Como podem ver, hoje será um dia bastante... diferente para vocês. Iniciaremos o treinamento um pouco mais pesado. E mais uma informação: a partir de hoje eu terei uma auxiliar. Jackie, pode vir.

Meu coração parou por alguns segundos. Minhas mãos suavam e eu sentia como se fosse sufocar.

- Bom dia recrutas - disse Jackie com um humor sombrio.

Todos responderam em uníssono, menos eu. Os cabelos negros de Jackie estavam presos em um rabo de cavalo, mas mesmo assim chegavam até o meio das costas. Ela usava a mesma roupa que todos nós ali, uma calça bege e uma camiseta verde musgo. Seu corpo era de dar inveja, mas sua personalidade podre era tudo o que eu conseguia ver.

- Muito bem, quero que respeitem Jackie como respeitam a mim - sem chances, pensei - Cuidaremos duplamente de tudo o que fizerem. Hoje vocês farão um circuíto.

- Não parem, mesmo se estiverem cansados, quero resistência aqui! - gritou minha atual inimiga - Comecem!

Revirei os olhos e iniciei o circuíto.

- Boa sorte, Cora - disse para minha nova amiga.

- Boa sorte, querida - disse ela sorrindo.

* * *

Uma hora havia se passado e meus músculos gritavam por piedade. Minha pele estava levemente arranhada pelo arame farpado, minhas roupas agora possuíam a cor marrom, meus cabelos formavam nós e meu corpo todo doía. Eu não aguentava mais. Precisava de água. 

- Senhor Avery, permissão para tomar água? 

Theo permanecia com os braços cruzados na frente do corpo, ele me olhou de cima a baixo e um brilho passou pelo seu olhar. Mas assim como apareceu, sumiu. 

- Se estivermos em uma batalha você não poderá simplesmente parar o que está fazendo para pedir água. Isso é ridículo, magrela - disse Jackie com a voz carregada de desprezo. 

Seus olhos me examinaram, os braços estavam cruzados como os de Theo e uma das suas sobrancelhas permanecia arqueada, como se ela me desafiasse. Resolvi mostrar que eu também tinha garras. 

- Pelo o que eu saiba nós não estamos em uma batalha. Até por que se estivéssemos você não ficaria parada aí com essa pose.

Jackie arregalou os olhos e seu rosto passou para um tom avermelhado. 

- Como ousa... 

- Parem! As duas! - gritou Theo irritado - Isis, vá tomar água. Jackie, se controle. 

Saí dali o mais rápido possível, mas orgulhosa de mim mesma. Talvez aquilo tivesse sido burrice, mas foi uma burrice extremamente prazerosa. Sorri, eu não havia ganhado a guerra, mas pelo menos venci uma batalha. 

Cheguei no banheiro e ataquei o bebedouro. Minha sede era tamanha que fiquei vários minutos sorvendo a água. Assim que me dei por satisfeita resolvi limpar um poco a sujeira do rosto. A água fria aliviou meu calor e me deixou mais relaxada. Fechei a torneira e endireitei o corpo, assim que olhei meu reflexo no espelho o corpo de outra pessoa me assustou. 

- Você deveria saber que não tem que se meter comigo.

Antes que eu pudesse reagir Jackei segurou meu rabo de cavalo com força e bateu meu rosto contra o espelho. Senti a visão vacilar, assim como as minhas pernas. Um filete de sangue escorreu da minha testa em direção ao meu olho. Eu permanecia em pé. Jackie, que era bem mais alta e forte que eu, segurou meus ombros e me levou de encontro à parede, fazendo a parte de trás da minha cabeça bater contra os azulejos, novamente a tontura me atingiu, porém, dessa vez meu corpo desabou no chão frio. Me enrolei em posição fetal assim que senti o primeiro chute. A dor foi tanta que sequer consegui gritar, me faltava ar. Mais alguns chutes e eu temia perder a consciência.

- Espero que isso faça você aprender a lição, magrela. 

Ao terminar a frase ela cuspiu no chão bem perto do meu corpo e saiu, me deixando incapaz até mesmo de gritar por socorro.  As lágrimas começaram a escapar dos meus olhos, boa parte por causa da dor que eu sentia. Meu olho estava coberto pelo meu próprio sangue, me deixando sem a visão. Tentei me levantar, mas meu corpo tombou no chão, sem forças. 

O som de passos apressados chegou aos meus ouvidos, desejei que você ajuda. 

- O meu Deus, Isis! - a voz doce de Cora me acalmou - Quem fez isso a você?!

Cora parecia aflita demais, realmente preocupada comigo. 

- Jackei - sussurrei. 

- Venha, eu te ajudo a levantar. Precisamos ver se você não quebrou nada. 

Antes que minha amiga encostasse em mim uma segunda voz se mostrou presente. 

- Não podemos contar quem fez isso - Theo, era ele - Diga que não viu quem foi. 

Eu não pude acreditar no que estava ouvindo, ele só podia estar brincando. Eu tinha acabado de apanhar e ele estava mais preocupado com a Jackie ser culpada. Reuni as últimas forças que tinha, juntei com o resto de dignidade e me levantei, apoiada em Cora. Olhei para Theo com desprezo e decepção. 

- Não se preocupe, Avery - cuspi seu nome - Sua queridinha está salva, não direi que ela abusa de sua autoridade e não merece esse cargo. Fique tranquilo. 

Minha voz saía de mim com tanto ódio que até mesmo o corpo de Cora ficou rígido. A expressão de Theo se tornou agoniada, como se ele estivesse extremamente triste e derrotado. 

- Me desculpe Isis - disse ele se aproximando. 

- Não chegue perto de mim, você já fez o bastante, senhor - a última palavra saiu com desdém. 

Me apoiei em Cora e juntas nos retiramos do banheiro. Iríamos direto para a enfermaria. 

- Daqui para frente eu nunca mais irei apanhar sem revidar. Isso é uma promessa Cora, guarde minhas palavras. 

Aquele dia foi a gota d´água. Eu iria me transformar no pesadelo daquelas pessoas.




domingo, 2 de agosto de 2015

Preconceito com E-book é o assunto do novo vídeo do canal!

Boa noite!! Eu fiquei muito feliz com resultado do primeiro vídeo do canal. Fiquei tão empolgada que já gravei outro. Não perde esse segundo vídeo lá no canal! 

Link: https://www.youtube.com/watch?v=LmhbcJAiMks

sábado, 1 de agosto de 2015

PRIMEIRO VÍDEO NO CANAL!

Há um tempo atrás eu decidi que iria fazer um canal no youtube. Fiz vários vídeos, desisti algumas vezes e finalmente consegui postar o primeiro vídeo! Nele eu falei sobre como começou o meu amor por livros e sobre meus livros favoritos. Então, convido vocês a assistirem o primeiro vídeo! Não esqueçam de curtir, comentar e compartilhar. Espero que gostem! 


Link: https://www.youtube.com/watch?v=ywOFh4Ddlmc

quinta-feira, 30 de julho de 2015

NÃO PARE!

"Nina Scott não suportava mais a vida nômade e solitária que sua mãe, Stela, a obrigava a ter. Mudar de cidade ou de país a cada piscar de olhos, conviver com tantas perguntas que a consumiam, assombrada por mistérios de um passado guardado a sete chaves. Agora, aos 16 anos, a garota das estranhas pupilas verticais exigia respostas. 
E, para sua péssima sorte, elas já estavam a caminho! 
Quando Stela decide ficar em Nova York, Nina acredita que seu sonho de ter uma vida normal vai se tornar realidade. Finalmente terminará o ano letivo em um mesmo colégio, poderá fazer amigos sem ter que abandoná-los em seguida, viver um grande amor, amadurecer, criar raízes... Enfim, curtir a juventude.
Mas o “normal” está muito longe da vida de Nina!
Perdida no olho de um furacão de mortes e inexplicáveis acidentes, tendo que esconder os terríveis fatos da mãe paranoica, Nina começa a desconfiar da própria sanidade mental, de tudo e de todos. O que explicaria os paralisantes calafrios, a perda de visão e de memória que experimentava sempre que alguém morria ao seu redor? O que ela teria a ver com os bizarros e sobrenaturais acontecimentos? Estariam eles interligados?
Seria a Morte sua companheira para toda a vida?
É chegada a hora da verdade."


Tudo o que Nina queria era uma vida normal, mas estranhos acontecimentos tornaram essa tarefa impossível. Tonturas, perda de força, perda da consciência, mortes estranhas e um misterioso garoto cheio de cicatrizes começam a atormentar a vida de Nina. Depois que um terrível acontecimento, Nina é levada para longe e se vê em um inferno na Terra. Sua sanidade é constantemente testada e ela começa a temer por sua vida. Uma nova dimensão. Paixão. Desconfiança. Medo. Flertar com a morte pode ser algo extremamente perigoso...

"Para se sentir vivo, você entregaria sua vida nas mãos da morte?"


Boa noite queridos leitores! É com muita animação que venho falar sobre esse livro. Há um tempo atrás a FML Pepper (autora de NÃO PARE!) veio falar comigo, agradecendo o meu interesse pelo livro. Fiquei muito feliz por ela vir falar comigo e minha vontade de lê-lo se tornou maior. Porém, para ser sincera, eu não estava colocando muita expectativa na história, não imaginei me apaixonando por ele. Erro meu. O livro me atingiu em cheio! E foi aí que eu entendi o porquê de NÃO PARE! ser um best-seller da Amazon. 
FML Pepper foi incrivelmente criativa com a sua história e escreveu de uma maneira que envolve o leitor. Devorei o livro em dois dias. A narrativa é envolvente e rica em detalhes, porém, algumas cenas de ação ficaram um pouco confusas, algumas vezes era complicado imaginar a cena e eu me via obrigada a voltar e reler. 
O romance presente é totalmente apaixonante e de tirar o fôlego, durante a leitura era como se borboletas dançassem em meu estômago (não, não era fome) e minhas mãos suassem de nervosismo. 
FML Pepper escreveu de maneira maravilhosa. As cenas não eram demoradas e enroladas, o que deixou a leitura ainda mais prazerosa. A história me lembrou do livro "Sussurro", um de meus preferidos, fazendo com que FMl entrasse com estilo na minha lista de melhores escritoras. 

"Meus olhos ardiam, mas não haviam lágrimas. Seca. Desértica por dentro."

Falando um pouco dos personagens

Nina - FMl Pepper desenvolveu Nina muito bem. Não é uma garota bobinha que não se toca de nada, ela é uma garota romântica e forte. Gostei dela desde o início.

Richard - No estilo bad boy, Richard me conquistou desde o começo. Seus olhos azuis me lembraram "A maldição do tigre"  e sua personalidade e comportamento trouxeram a lembrança de "Sussurro". Ele é incrível e apaixonante. É impossível não esperar ansiosamente que ele apareça nas cenas. Richard foi desenvolvido com perfeição.

"Como a morte poderia ser tão bela? O certo seria que ela fosse horripilante, como nos filmes de terror."

NÃO PARE! já faz parte dos meus livros favoritos. Mal posso esperar para ler a continuação! 

Autor: FML Pepper
Editora: Valentina
N° de páginas: 277
Avaliação: ✐