E o que eu vou ler agora?

Sabe aquela sensação de vazio que fica quando a gente termina um livro? Aquela pequena dúvida "e o que eu faço agora". Bom, esse blog serve pra isso nunca mais acontecer! Vocês, meus querido leitores, vão poder checar essa "biblioteca de ideias" toda vez que a dúvida, o que ler agora, surgir. Aqui vão ter ideias de livros bons para ler, resenhas, sinopses, dicas, histórias e muito mais! Prontos? Então vamos lá!

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Lick

"Uma noite de aventuras. Um casamento inusitado. E uma ardente história de amor...
No impulso de uma noite de diversão e bebedeira em Las Vegas, Evelyn Thomas casou-se com um desconhecido. No dia seguinte, porém, ela se deu conta de que aquilo fora um terrível engano. Então, decidiu manter este pequeno deslize em segredo.
O que Evelyn não sabia era que havia se tornado a esposa do cobiçado David Ferris, guitarrista da famosa banda de rock Stage Dive. Agora, ao retornar para sua casa em Portland, ela terá de enfrentar as perseguições de repórteres, fugir às loucuras das fãs do astro e ainda encarar sua família, que não demonstrou nenhum contentamento com o ímpeto matrimonial da jovem filha.
Será que Evelyn conseguirá resistir às delícias de David a fim de permanecer como “a garota certinha” ou decidirá embarcar nessa glamourosa aventura junto ao marido rockstar?"

 Quem nunca sonhou em ter um inesquecível romance com um bad boy famoso? Lick é a história de uma garota comum que vira sua vida de cabeça para baixo com duas simples palavras, "eu aceito". Narrado em primeira pessoa pela Evelyn, uma garota certinha que sempre seguiu os passos dos pais, o livro gira em torno de uma aventura surreal e cheia de música. 


O livro já começa no caos, na manhã seguinte do fatídico acontecimento. Sua ressaca é indiscutível, porém sua companhia é inacreditável. No começo, Evelyn não percebe que passou sua noite com um famoso rock star e que se casou com ele sem mais nem menos. Ela foge e mantém o acontecimento em segredo. No entanto, nada que acontece em Las Vegas fica em Las Vegas, ainda mais se você acaba se casando com o guitarrista de uma banda muito famosa. 


Buscando concertar suas escolhas, Evelyn aceita o "convite" de David e vai para sua mansão, tendo em vista assinar o contrato de divórcio. Lá ela conhece um mundo onde não se encaixa, pessoa com quem não consegue lidar. Mulheres extravagantes e oferecidas, homens desrespeitosos e advogados cruéis. Tudo parece estar desabando e Evelyn sente o desprezo de David, até que os dois decidem dar um tempo e se refugiam em uma das casas de David. 


Evelyn resiste e nega quaisquer sentimentos relacionados ao guitarrista, porém a atração passa a ser palpável e é difícil resistir à paixão. Ela pode se arriscar e seguir seu coração ou se fechar para o amor e jamais descobrir o que poderia acontecer. 


Um pouco sobre os personagens principais: 

David Farris: desde o começo conseguimos perceber que David se importa com Evelyn, porém em alguns momentos ele se perde, parecendo confuso com seus sentimentos e querendo evitar se machucar com uma possível e iminente rejeição. Ele é um homem com um passado obscuro mas que quer um futuro diferente. O personagem foi bem desenvolvido pela escritora. 
Evelyn Thomas: adoro ver a evolução dos personagens com o decorrer do livro e não foi diferente com Ev. No começo ela é uma garota certinha em busca da aprovação dos pais, mas ao longo da história ela vai ganhando experiencia, decepções, surpresas e principalmente amor, que a transforma em uma garota segura de si em busca de uma vida feliz ao lado das pessoas que ama. 

Lick é um romance com pitadas clichês, mas repleto de emoção e surpresas. A leitura é tranquila e difícil de largar. Lick é o primeiro livro de uma série de quatro livros, a Stage Dive, cada um conta a história de um dos integrantes da banda. Então que tal mergulhar de cabeça nessa história que envolve muita música e paixão?


Autor: Kylie Scott

Editora: Universo dos Livros
N° de páginas: 301
Avaliação: 


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Sem Proteção - parte 6

Theo

"Eu sei que você matou a Jackie!"

A frase repercutiu pela minha mente e permaneceu lá, causando o início de uma dor de cabeça. Olhei no fundo dos expressivos olhos de Isis e me perguntei se ela realmente pensava naquela possibilidade. Fechei os olhos e soltei seu corpo, ela se afastou e me encarou, provavelmente esperando o pior de mim.

- Você realmente acha que eu a matei?

Seus lábios abriram e fecharam, mas a voz não saiu de sua boca. Eu sabia que ela travava um batalha interna, tentando decidir se realmente me considerava culpado ou não. Seus olhos me estudaram, quase me suplicando, e a dor aguda se intensificou em meu peito. A sensação era familiar e desoladora, impossível de esquecer. Eu vinha tentando evitar os pensamentos relacionados a Jackie, mas em poucos instantes a imagem de seu corpo frágil e sem vida bombardeou minha mente fazendo com que todo o cansaço e a dor se tornassem  quase palpáveis. Me afastei ainda mais de Isis e virei as costas para ela. Apertei meus punhos até que os nós dos meus dedos ficassem brancos. Eu não sentia raiva por seus pensamentos sobre mim, mas mentiria se dissesse que eles não me magoavam.

- Eu não matei a Jackie - falei por fim.

Permaneci de costas tentando lidar com a minha própria dor.

- Eu a amava - falei enquanto me virava, o sofrimento explícito na minha voz - Ainda a amo.

Um conjunto de sentimentos e sensações estampou o delicado rosto de Isis e eu vi suas defesas se esvaindo. Seus ombros ficaram tensos e seus olhos fitaram o chão, os pés remexendo a terra e os restos de feno. Por fim seus olhos mergulharam nos meus, buscando respostas.

- Você a ama - disse ela com dificuldade - Você a ama e sequer tentou me contar.

Suas últimas palavras estavam carregadas de ressentimento e raiva. Eu precisava fazê-la entender.

- Me desculpe, eu não podia contar, se contasse, o meu futuro e o de Jackie seria prejudicado.

- Então você me usou? - indagou Isis se aproximando, os olhos furiosos.

- O que? Não, eu nunca...

- Nunca fingiu gostar de mim? Me poupe, Theo!

Isis cuspia as palavras em cima de mim e demonstrava todo o seu desprezo. A confusão me atingiu em cheio.

- Isis - comecei calmamente - Me escute...

- Cala a boca! Eu não quero escutar mais nenhuma mentira!

A raiva transbordava de seus olhos e eu sabia que ela não iria ceder. Sustentei seu olhar furioso e parti para o ataque. Isis logo percebeu que ela era o alvo e tentou se esquivar, no entanto, a tentativa foi em vão. Agarrei seus braços e a manti refém. Seu corpo se debatia e ela tentava me machucar de todas as maneiras possíveis.

- Pare com isso! - gritei sacudindo seu corpo - Você não está me escutando!

- Eu não quero escutar! Não quero mais ouvir o quanto você ama sua alma gêmea Jackie! Me solta!

Todos os pensamentos sumiram da minha mente e minha boca secou. Mergulhamos em um silêncio profundo que pareceu durar uma eternidade.

- Eu não amo a Jackie do jeito que você acha - falei, depois de um tempo, fitando o chão - Ela era a minha irmã.

Não consegui olhar em seus olhos, se ela me encarasse conseguiria ver toda a minha dor. Minhas mãos escorregaram pelos braços de Isis, porém, pararam assim que tocaram seus dedos. Levantei o olhar e captei a culpa por de trás dos seus cílios. Cautelosamente Isis abraçou meu corpo, nos conectando. Ela não era uma garota alta, mas conseguiu envolver meu corpo de uma maneira que ninguém nunca tinha feito. Eu não era um cara de abraços, mas isso mudou depois que Isis entrou na minha vida.

- Eu sinto muito - disse ela simplesmente.

A tensão em meu corpo logo se dissipou e eu me permiti relaxar. Afaguei os cabelos de Isis, agradecendo, silenciosamente, sua presença. Ficamos assim por dois segundos, dois minutos, duas horas ou uma eternidade, não sei, apenas me agarrei à sensação de paz.

- Eu estava lá - falou Isis depois de um tempo, quebrando o silêncio.

Me afastei apenas o suficiente para conseguir ver seu rosto.

- O que você quer dizer com isso? - perguntei cauteloso.

- Eu estava lá na noite em que Jackie foi assassinada.

Coloquei distância entre nós dois, sem saber direito no que pensar. Ela estava lá, por que não ajudou minha irmã?

- Eu não sabia o que estava acontecendo - disse ela voltando a se aproximar - Eu estava treinando no campo quando as vozes se tornaram audíveis, mas a conversa não durou muito tempo, então pensei que havia imaginado tudo. Quando eu estava voltando, vi você entrando em seu quarto e olhando para todos os lados, como se estivesse conferindo se realmente estava sozinho. No dia seguinte eu apenas juntei todos os fatos.

Minha mente trabalhava rapidamente, encaixando tudo como um quebra-cabeças. Fitei os olhos de Isis novamente, a dúvida voltando a se instalar dentro dela. Tudo estava tomando forma para mim, as lacunas estavam sendo preenchidas.

- O que você estava fazendo naquela noite, Theo?

A pergunta pareceu um xeque-mate, eu era a última peça e estava encurralado. Revelar meus segredos poderia ser algo perigoso e com certeza não tinha volta, mas eu devia isso a Isis e por ela eu não me importava em arriscar. 

- Eu estava voltando da tenda do Comandante. 

Vislumbrei o misto de confusão e surpresa no rosto de Isis. Não havia mais volta. 

- Por quê? - perguntou ela.

Xeque. 

- Porque ele é meu pai. 

Mate.