E o que eu vou ler agora?

Sabe aquela sensação de vazio que fica quando a gente termina um livro? Aquela pequena dúvida "e o que eu faço agora". Bom, esse blog serve pra isso nunca mais acontecer! Vocês, meus querido leitores, vão poder checar essa "biblioteca de ideias" toda vez que a dúvida, o que ler agora, surgir. Aqui vão ter ideias de livros bons para ler, resenhas, sinopses, dicas, histórias e muito mais! Prontos? Então vamos lá!

sábado, 25 de abril de 2015

Lola e o Garoto da Casa ao Lado

"Lola e o Garoto da Casa ao Lado - A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro.
Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado."


Lola tem três desejos: participar do baile de inverno vestida de Maria Antonieta, que os pais aceitem seu namorado e nunca, jamais, em hipótese alguma, voltar a ver os gêmeos Bell. 
Stephanie Perkins escreve muito bem. Consegue envolver os leitores do início ao fim, é impossível não se identificar com os vários personagens criativos e autênticos. Como por exemplo neste livro, Lola não tem apenas um estilo diferente, sua vida toda é diferente. Quando pequena fora adotada pelo tio biológico e seu marido, já que sua mãe era alcoólatra. Desde criança ela era apaixonada por glitter, a vizinhança toda achava que era devido ao fato de ser criada por pais gays, mas isso nunca foi verdade, seu estilo sempre se destacou dos demais (de perucas à capas de chuva em dias ensolarados). Outra coisa pela qual Lola fora apaixonada sua vida inteira era Cricket Bell. Algo que ela desejava nunca ter acontecido. 
"As vezes, um erro não é um o quê. É um quem."

A Stephanie Perkins consegue incluir os personagens do seu outro livro (Anna e o Beijo francês) de maneira sútil, um fato de extrema importância. Devorei "Lola e o Garoto da Casa ao Lado" tão rápido quanto "Anna e o Beijo francês". É um romance diferente e encantador, digno de suspiros. Indico com muito carinho. 

"Valorizam demais o que é perfeito. Perfeição é um tédio."

Autor: Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
N° de páginas: 288






Maluca por Você


 "Um charmoso policial acaba de chegar à cidadezinha de Lovett, no Texas. Seu nome é Tucker Matthews. Tudo o que ele quer é um pouco de sossego e um lar pra chamar de seu. Seu e de Pinky, sua gatinha de estimação, deixada com ele por uma ex-namorada louca. Mas parece que Tucker tem sorte (ou azar) para mulheres doidas. Sua nova vizinha é ninguém menos que Lily Brooks, ou, a Maluca Lily Darlington, famosa na cidade pelos excessos do passado, como quando entrou com o carro dentro do escritório do ex-marido cretino. Fofocas à parte, Tucker não imaginou que no lugar da suposta barraqueira fosse conhecer uma baita mulher em seus trinta e oito anos, linda, inteligente, sexy e engraçada, que irá virar sua cabeça do avesso. Maluca por você é um romance apimentando e divertidíssimo! Você não vai conseguir parar de ler!"


Posso afirmar que Rachel Gibson conquistou um espacinho no meu coração, suas histórias são criativas e retratam a vida real. Mas "Maluca por Você" me decepcionou. Não que o livro tenha sido ruim, ele apenas não me cativou. A história é curta e rápida de ler.

Falando um pouco sobre os personagens: 
Eles não são nem um pouco clichê, muito pelo contrário, Rachel conseguiu desenvolver personagens muito diferentes. Lily trabalha em um spa, tem 38 anos, é solteira, tem um filho, mora perto da mãe e foi tachada de "maluca". Já Tucker tem 30 anos, é misterioso e foi soldado.

"Eu não me importo com o que as pessoas dizem - deu um beijo rápido nos lábios dela - Desde que eu possa ser maluco por você." (Melhor frase do livro) 


Na minha opinião Lyli foi uma personagem bem desenvolvida, gostei do fato de que ela se importava muito com filho e de ser muito madura. Mas o que não me agradou na história foi Tucker. Eu adoro bad boys, mas na minha opinião Tucker apenas tentava ser isso (sem conseguir). Achei as falas dele forçadas demais, não combinavam com o personagem. Por isso não me conectei com o livro. 

Acredito que a Rachel seja uma grande escritora e quero muito ler os outros livros dela, porém, "Maluca por Você" não me agradou. 

Autor: Rachel Gibson

Editora: Jardim de Livros
N° de páginas: 113


sexta-feira, 24 de abril de 2015

As aventuras de Emily "Qualquer Coisa" - parte 4

 Tudo estava tranquilo demais, eu poderia relaxar e aproveitar o tempo com Owen, mas algo dentro de mim me dizia que aquela tranquilidade não era coisa boa. Eu estava me encontrando com Owen cada vez mais, e isso fazia com que as borboletas em meu estômago fizessem festa. Nós tomávamos muito cuidado para não sermos pegos, e, por incrível que pareça, estava dando certo. Fleur sequer sonhava que seu filho passava o tempo comigo, mas ela sempre foi conhecida por saber de tudo o que acontecia, por isso minhas entranhas se contorciam com o nervosismo, como se aquilo não estivesse certo. 
- Emily! - um frio percorreu minha espinha - Você por acaso está me escutando? 
- Desculpe, dona Fleur - falei, voltando minha atenção ao prato mal lavado em minhas mãos.
Seu olhar foi direto para os pratos e talheres empilhados ao meu lado. 
- Lave-os de novo, folgada - vociferou ela.
- Sim, senhora. 
- Escute, "Qualquer Coisa", Owen e eu daremos um jantar hoje à noite para alguns amigos. Quero que você limpe tudo, prepare as bebidas, arrume a mesa e deixe todos os banheiros brilhando.
Ela não estava sorrindo, mas a satisfação em sua voz era evidente e seus olhos brilhavam.
- Sim - falei.
- Sim o que? - disse ela agarrando com força meu braço
- Sim, senhora - respondi. 
Seus lábios formaram um sorriso triunfante e Fleur soltou meu braço já machucado. 
Owen não havia me falado nada sobre este tal jantar, talvez ele tivesse esquecido. Talvez. Lavei os pratos novamente e comecei as tarefas que Fleur havia me mandado fazer.

* * *

Três horas haviam se passado. Meus cabelos grudavam em minha testa suada e o céu escurecia a medida que eu terminava a limpeza do último banheiro. O barulho da porta da frente me deixou em alerta. Caminhei com calma em direção a dispensa, passando pelos convidados. Uma garota, com mais ou menos a minha idade, estava parada atrás de um casal muito bem arrumado, olhando desinteressadamente para as unhas. Ela era linda. Suas roupas eram modernas e os cabelos ruivos estavam impecáveis . Seu rosto era delicado, mas seus olhos demonstravam desprezo por tudo. Ela era, provavelmente, igual a Fleur. 
Passei por eles desejando ser invisível, mas sem sucesso. 
- Emily - disse Fleur.
- Sim, senhora - respondi com a cabeça baixa.
- Você irá nos servir hoje - o veneno escorria de seus lábios cheios de botox.
- Posso tomar um banho antes, dona Fleur? - perguntei quase correndo para poder me limpar.
- Não - vociferou. 
Minhas mãos começaram a tremer e neste exato momento Owen entrou pela porta. Tudo ficou em silêncio e eu pude perceber a confusão e o pânico estampados em seus olhos. Ele olhou para todos, demorando-se em mim. Corei com a atenção dele e tornei a olhar para o chão. 
- Owen, querido, que bom que você chegou - disse Fleur mais animada do que nunca.
- Oi, mãe - disse ele.
- Dê oi para a Kyla, filho - vociferou Fleur.
- Oi - disse Owen se dirigindo à garota bonita.
- Você se lembra destes dois pombinhos brincando juntos, Helena? - disse Fleur para a mulher esguia parada em sua frente.
- Mas é claro que lembro, Fleur! Eles ficavam lindos juntos. Aliás, ainda ficam - disse Helena com um olhar amoroso.
Aquilo tudo era como uma facada em meu estômago. Owen não havia me avisado que sua paixão antiga estaria no jantar, ele sequer havia me avisado sobre sua existência. Meu coração se apertou, mas a dor foi substituída pela raiva.
- Posso começar a servir, dona Fleur? - falei entre dentes.
- Claro, queridinha - disse ela falsamente. 
Atravessei a porta que dava para a cozinha e larguei os objetos de limpeza. Eu deveria ter previsto aquilo. Era óbvio que aquele jantar havia sido armado. Não era? Peguei a primeira travessa e me dirigi à mesa. O jantar começaria com a salada. Todos já estavam sentados. Owen ao lado de Kyla. Meu coração doía cada vez mais. Era impossível não escutar a conversa entre Fleur e Helena. As duas pareciam muito animadas. Retirei os pratos da salada e passei para o frango ao molho madeira com aspargos. 
- Ah Helena, é incrível como esses dois combinam! - disse Fleur quase gritando.
Levantei a cabeça e percebi que Fleur apontava animadamente para Owen e Kyla. Engoli seco, o ar ficando cada vez mais rarefeito. 
- Eu estava pensando nisso agora mesmo, Fleur querida - disse Helena.
- Ande logo com isso, Emily! O frango não está no meu prato ainda - falou Fleur irritada e querendo chamar atenção. 
Percebi o olhar nervoso de Owen em mim. Ele estava estranhamente quieto, enquanto Kyla lançava olhares significativos para ele. Eu queria puxar aquela garota pelos cabelos. Quem ela achava que era? 
Terminei de servir os pratos e corri para a cozinha. Eu precisava respirar e precisava me controlar. Aquilo era apenas um jantar, não era como se Owen fosse se casar com a garota. Esperei um tempo e servi a sobremesa.
- Você se lembra da Kattie Marc, tia Fleur? - perguntou Kyle com aquela voz irritante. 
- Claro minha querida.
- Bom, ela dará um baile de máscaras beneficente neste sábado - disse ela esperançosa.
- Mas que maravilha de notícia! Por que você e Owen não vão como um par? - perguntou Fleur com um soririso nojento nos lábios. 
- Era nisso que estávamos pensando - completou Helena. 
- Eu não quero ir nessa festa - disse Owen pela primeira vez no jantar.
Respirei aliviada. Fleur lhe lançou um olhar mortal.
- Mas é claro que quer, Owen - disse ela - A verdade é que Owen está pensando seriamente em pedir Kyla em namoro, ele só não sabia como fazer isso. Desculpe filho, mas eu tive que contar esta incrível notícia!
Meu mundo parou. Meus pés não encontraram mais o chão. Acho que parei de respirar. Aquilo não podia estar acontecendo. Como Owen iria namorar aquela garota? E nossos momentos juntos? As risadas, os carinhos, os beijos. Nada daquilo havia sido real? Encarei os olhos de Owen. Seu rosto estava sem cor alguma, mas ele sequer negou a informação. Todos comemoravam a minha volta, mas eu não conseguia me mexer, só conseguia fitar os olhos inexpressivos do garoto a minha frente. Ele se levantou e começou a vir na minha direção. 
- Em, eu posso explicar - disse ele.
Mas eu mal o ouvi. Balancei a cabeça e me afastei rapidamente, consegui ouvir as comemoração de Fleur, Helena e Kyla. Corri para o meu quarto. Fechei a porta com um estrondo. Uma garota me encarou. Seus olhos eram tristes, as roupas furadas, os cabelos desgrenhados, o rosto molhado. Era eu. E agora tudo vazia sentido. Owen nunca me quis, e nem poderia, como ele amaria alguém assim como eu? Meu coração se partiu e a dor foi insuportável. Caí no chão e fechei os olhos querendo entrar em um sono onde eu nunca mais acordasse. 

terça-feira, 21 de abril de 2015

A aposta


"Kacey deveria ter fugido assim que ouviu essas palavras do milionário Jake Titus. O amigo de infância que Kacey não via há anos é hoje um dos homens mais poderosos e cobiçados de Seattle. E ele precisa de um favor dela: que ela finja ser sua noiva em uma viagem para visitar a avó Nadine, que está muito doente. Kacey aceita sem hesitar, afinal, o que poderia acontecer em apenas quatro dias? Mas o que ela não esperava era reencontrar Travis, o irmão mais velho de Jake, Quando mais novo, ele adorava perturbar Kacey: já incendiou uma boneca, colocou uma cobra em seu saco de dormir. Por isso, recebeu dela o apelido de “Pestinha”. Mas depois de tantos anos, Kacey se vê diante de um homem lindo, por quem se apaixona no momento em que vê o seu sorriso. O que ela não sabe, no entanto, é que os dois irmãos haviam feito uma aposta quando eram meninos: quem se casasse com Kacey receberia um milhão de dólares. Em “A Aposta”, da autora best-seller do New York Times Rachel Van Dyken, Kacey terá que descobrir qual dos irmãos é o cara certo e fazer sua escolha. Essa é a única certeza que lhe resta."
 O que falar sobre "A aposta"? Podemos começar pelo fato de que a sinopse do livro consegue, facilmente, enganar o leitor. Comecei a lê-lo imaginando que Jake seria o cara principal e que seria um triângulo amoroso. Mas ao decorrer da história percebemos que Jake mal aparece, fiquei até com um pouco de raiva dele, por só se importar consigo mesmo e ser muito aproveitador. Mas, por outro lado, adorei o fato de Kacey começar um romance (que ela não queria que acontecesse) com Travis.
"Às vezes, quando a vida fica difícil e as pessoas te deixam com raiva ou mesmo quando você está com medo, a melhor resposta é rir. Rir na cara do medo, na cara do que te assusta mais. É o único jeito de você superar as coisas que te fazem chorar." 
O que me incomodou nesse livro foi o jeito como ficou organizado, era narrado em terceira pessoa e mostrava o ponto de vista dos três personagens principais, mas acabou ficando um pouco bagunçado por mudar de uma hora para outra sem nem dizer sobre quem era. E também por ser um pouco enrolado demais. É um romance muito bonito e apaixonante, mas ficou um pouco chato em alguma partes do livro, justamente por ser demorado e enrolado. Eu me senti envolvida com os personagens, mas não tanto quanto eu gostaria. 
No entanto, a história é fácil e rápida de ler e o romance é ótimo para aqueles que amam esse gênero assim como eu. "A aposta" é um livro que eu recomendo apesar de suas pequenas falhas. 
Autor: Rachel Van Dyken 
Editora: Suma de Letras
N° de páginas: 286

domingo, 19 de abril de 2015

Firelight - O inimigo está próximo

"A jovem Jacinda é especial. Além de pertencer a uma espécie descendente de dragões cuja maior habilidade é poder alternar entre a forma humana e a animal - os draki -, ela é uma das únicas de seu clã que consegue cuspir fogo. Quando uma atitude rebelde ameaça a existência dos outros membros de sua comunidade, ela e sua família têm que fugir e viver disfarçadas entre os humanos. 

Na nova escola, Jacinda precisará esconder seu segredo de todos e aprender a controlar seu espírito draki, que teima em se manifestar logo na presença do belo e charmoso Will, um caçador de dragões. Os dois se apaixonam e irão fazer de tudo para que os muitos segredos e diferenças que os separam não os impeçam de viver esse amor. "


Eu estava em dúvida sobre este livro. Ouvi comentários ruins e bons sobre ele. O que chamou a minha atenção primeiro foi o fato de a história ser sobre dragões (o que, convenhamos, é bem diferente) e depois de ler um pouco sobre ele tive a certeza de que deveria começar a leitura (mesmo tendo visto críticas negativas). 
A ideia do livro é bem boa e poderia ter se tornado uma grande história, mas infelizmente a autora não soube muito bem como trabalhar com suas ideias. O fato de o livro abordar o tema "dragões" foi o que me conquistou, mas fiquei decepcionada, já que essas criaturas não foram bem exploradas no livro. A autora começou bem, mas foi decaindo ao decorrer do livro. 
O romance foi bem mais ou menos, não teve aquela paixão envolvente. Do nada, Will (o caçador) já estava totalmente apaixonado pela Jacinda (draki/dragão), e o leitor acaba sendo deixado "para trás", se perguntando se deixou de ler alguma página. 
A personagem principal é dramática demais, fica o tempo inteiro se culpando por tudo o que acontece. Sua irmã gêmea, Tamra, (que não se transformou em draki) é a que me deixa mais irritada. Ela é uma garota mimada, que só pensa nela mesma e coloca toda a culpa em cima de Jacinda. E Will, bom, Will deveria ser um bad boy misterioso, e ele é no começo, mas logo no meio ele já está perdidamente apaixonado pela Jacinda e acaba não construindo um vínculo com o leitor. 
A escritora também falhou na hora de escrever, já que a narrativa é "profunda" demais, como nos livros antigos, e falhou descrevendo alguns cenários, em alguns momentos do livro eu tive dificuldade em imaginar tudo. 
Isso é uma pena, já que o livro tinha muito potencial. Recomendo este livro para quem esteja procurando algo um pouco diferente. 

Autor: Sophie Jordan 
Editora: Agir
N° de páginas: 291
Série: Draki

sábado, 11 de abril de 2015

Anna e o Beijo Francês

 "Isto é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Amélie e Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo também, embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois. Napoleão, Maria Antonieta e vários reis chamados Louis. Também não estou certa do que eles fizeram, mas acho que tem alguma coisa a ver com a Revolução Francesa, que tem algo a ver com o Dia da Bastilha. O museu de arte chama-se Louvre, tem o formato de uma pirâmide, e a Mona Lisa vive lá junto com a estátua da mulher sem braços. E tem cafés e bistrôs — ou qualquer nome que eles dão a estes — em cada esquina... Não é que eu seja ingrata, quero dizer, é Paris. A Cidade Luz! A cidade mais romântica do mundo.” Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris, já que seu pai, um famoso escritor norte-americano, decidiu enviá-la para um colégio interno na Cidade Luz. Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem um bom emprego, uma melhor amiga fiel e um namoro prestes a acontecer. Mas, ao chegar a Paris, Anna conhece Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito. Só que Etiénne, além de tudo, tem uma namorada... Anna e Etiénne se aproximam e as coisas ficam mais complicadas. Será que um ano inteiro de desencontros em Paris terminará com o esperado beijo francês? Ou certas coisas simplesmente não estão destinadas a acontecer? Stephanie Perkins escreveu um romance de estreia divertido, com personagens espirituosos que garantem dedos formigando e corações derretendo.

Que livro apaixonante! Esse é o tipo de romance que você pode ler em uma tarde e ainda ficar com aquele gostinho de quero mais. Eu adoro a Stephanie Perkins porque ela consegue inovar, trazendo características diferentes para os seus personagens. Isso faz com que o leitor se sinta conectado com a história, já que os personagens são pessoas com características (e até defeitos) reais. 

A história desses dois pombinhos é envolvente demais! E é impossível não se apaixonar por Étienne St. Clair. Você passa o tempo inteiro torcendo para que os dois fiquem juntos e ficando frustrada quando nada da certo.

"Eu a amo como certas coisas obscuras são amadas, secretamente, entre a sombra e a alma"

É incrível acompanhar a jornada dos dois pelos olhos de Anna, percebemos que ela vai aos poucos se apaixonando por esse garoto que ela deveria considerar um amigo. Mas, ao mesmo tempo, conseguimos perceber que não é apenas a Anna que se sente assim, notamos o interesse cada vez maior de St. Clair por ela. 
O livro é fácil de ler e contém um final emocionante. 

"É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar?" 

Autora: Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
N° de páginas: 288

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Novo site!

Depois de pensar muito em como melhorar o blog resolvi que o melhor a fazer seria trocar de site. Fui a procura e encontrei o Wix, que possui variadas opções. No entanto, o site não disponibiliza a opção de tradução, por isso terei o blog em dois sites. Sintam-se livres para opinar e darem a opinião de qual ficou melhor. Espero que gostem! Beijos!
Novo site: http://begodoy11.wix.com/eoqueeuleioagora

domingo, 5 de abril de 2015

O Mistério nas Montanhas


     - Você precisa de uma folga, Kat - a voz suave de Brooke dizia que ela ainda estava ali. 



  - Pensei que você já tivesse ido embora - falei sem tirar os olhos do livro.
  - Mas eu ainda não fui. E não irei até que você aceite minha proposta.
  Passar o feriado em um hotel super chique nas montanhas era o que Brooke estava tentando me convencer a fazer. Ela havia ganhado a viagem dos sonhos de algum concurso e agora precisava de uma acompanhante. Não que eu não quisesse passar o feriado inteiro sendo mimada em um spa de luxo, mas o que me preocupava era a prova que teria na segunda, depois que o sonho acabasse. 
  - Você sabe que eu tenho prova na segunda - falei novamente.
  - Ahhh Kat! Você está estudando para está prova desde o começo do mês. Dê um descanso para o seu cérebro brilhante - disse Brooke com aquela carinha de cachorro que caiu da mudança.
  - Eu não tenho dinheiro - tentei outra vez.
  - É uma viagem com tudo pago, bobinha. Boa tentativa - disse ela confiante. 
  Talvez fosse bom para mim ter um descanso, eu havia estudado bastante. 
  - Tudo bem! Você está certa - falei.
  - Sim, estou.
  - Parece que nós vamos para as montanhas - falei desanimada. 
  - Nós iremos para as montanhas!! - gritou Brooke - Você precisa arrumar suas coisas, o avião sai amanhã de manhã. Vai ser incrível!!
  Fechei meu livro relutante e tentei lembrar de tudo que eu precisava saber. 
  - Katrina! Pare com isso. Eu consigo ver a fumaça saindo pelas suas orelhas! Chega de pensar em escola. Te pego amanhã às nove horas!
  A frase de Brooke foi encerrada com o barulho da porta se fechando. Eu precisava relaxar. Empurrei todos os pensamentos sobre a prova para o fundo da minha mente e me dirige até o meu quarto. Peguei a mala vermelha de baixo da cama e comecei a separar as roupas. Meia hora depois minha mala já estava em frente a porta e eu estava preparada para dormir. O feriado seria divertido. Algo dentro da minha cabeça estava em alerta, eu não sabia o motivo, ignorei a sensação estranha e afundei nos travesseiros. 
  O sol da manhã penetrou as cortinas e encontrou meu rosto, a sensação era reconfortante e me deixava ainda mais preguiçosa. Olhei para o relógio, oito e meia da manhã. Droga, eu precisava me arrumar. Chutei as cobertas para longe e corri até o banheiro para uma ducha rápida. Assim que terminei vesti uma calça jeans, uma blusa cinza e calcei minhas botas para o frio. Uma batida na porta indicou que já deveriam ser nove horas. Abri a porta e avistei uma Brooke para lá de animada.
  - Bom dia flor do dia! - disse ela cantando. 
  - Bom dia margarida - falei contagiada pela sua felicidade.
  - Você está pronta?
  - Estou, vamos?
  Peguei minha mala e segui Brooke até o táxi. Um vento frio balançou meus cabelos e me lembrou que estávamos em pleno outono. Eu esperava não congelar nas montanhas. Quinze minutos depois de entrar no táxi, nós duas chegamos no aeroporto. Nosso voo estava marcado para as dez horas da manhã.
  - Nós vamos chegar antes do meio-dia, poderemos aproveitar o dia inteiro - disse Brooke.
  Respondi com um sorriso e voltei a olhar para a frente. A sensação ruim continuava na minha mente. Engoli em seco e segui Brooke até o terminal. Nós iriamos nos divertir. Nós iriamos nos divertir. Repeti a mesma frase algumas vezes e tentei relaxar. Entramos juntas no avião, agora não tinha mais volta. 
***
  - Kat - a voz de Brooke era distante - Kat, nós vamos pousar. Dê uma olhada pela janela, olhe que lindas as montanhas.
  Abri os olhos ainda meio sonolenta e olhei para a paisagem. Ela estava certa, aquilo era lindo demais. O sol banhava as montanhas e trazia uma alegria singular.A neve ainda não havia se acumulado no topo das montanhas, mas todas as folhas já possuíam um tom alaranjado. O avião se aproximava cada vez mais do solo. Pousamos sem nenhum problema. Brooke e eu fomos atrás das malas e chamamos um táxi. Aquilo seria legal, eu finalmente estava animada com a viagem. 



  - Isso no seu rosto é um sorriso, Kat...? - perguntou Brooke.
  Dei um leve empurrão em seu pequeno corpo e nós duas começamos a rir. Ela estava certa, eu estava feliz e animada.
  Não demorou muito para que pegássemos o táxi e chegássemos no gigantesco hotel. Ele ficava quase no topo de uma montanha. O ar era frio e o chão estava cheio de diversas folhas em decomposição. O hotel parecia ser antigo, mas ostentava, tranquilamente, cinco estrelas. Uma fonte se encontrava no centro da fachada e diversas plantas se enroscavam em um grande arco na entrada. Eu me sentia em um filme da Disney, como se eu fosse a Bela, de A Bela e a Fera, entrando em seu castelo. 
  Olhei para baixo em busca da minha mala, mas não encontrei. 
  - Eles tem carregadores aqui, já levaram nossas malas - sussurrou Brooke - Estou louca para ver nosso quarto! - disse ela pulando e batendo palminhas animadas. 
  Nos apressamos nas escadas e adentramos as portas duplas. Meu queixo caiu assim que me deparei com a decoração do interior. As paredes possuíam uma cor dourada fraca e quadros antigos enfeitavam o ambiente. Tudo ali era antigo e maravilhoso. Eu estava no paraíso. Fizemos o check in e corremos em direção ao nosso quarto. 
  - Quarto 512 - disse Brooke.
  Assim que ela pronunciou o número algo em meu cérebro estalou. Fiquei quieta por alguns segundos antes de estrar no quarto. Algo ali era extremamente familiar. Mas não poderia ser, eu nunca havia estado lá antes. Balancei a cabeça levemente e adentrei o quarto. Duas camas de casal se encontravam no centro do aposento. Um tapete macio enfeitava o chão de madeira e diversos objetos antigos estavam espalhados pelo quarto. Grandes cortinas haviam sido colocadas nas janelas que iam do chão ao teto. Me joguei na cama king size e afundei nos grossos cobertores. Com o canto do olho pude perceber que Brooke havia feito a mesma coisa. 
  - O que iremos fazer? - perguntei em voz alta.
  - Que tal irmos visitar aquele spa maravilhoso e de noite jantarmos no restaurante aqui do hotel? - sugeriu Brooke.
  - Ótima ideia - falei - Vamos lá. 
  O spa ficava no segundo andar e ocupava o andar inteiro. Optei por uma massagem relaxante e por um banho em água purificada. Meu corpo implorava por descanso e não foi difícil aproveitar cada momento. Brooke e eu passamos a tarde inteira relaxando, minha mente ficou totalmente vazia e eu me senti leve novamente. 
  - Você quer experimentar aquele restaurante cinco estrelas? - perguntou Brooke enquanto nos preparávamos para jantar. 
  - Eu não perderia por nada - respondi animada. 
  Vesti um vestido preto justo com mangas e calcei um sapato de salto alto cor-de-rosa. Deixei meus cabelos soltos e passei uma maquiagem um pouco mais carregada. Eu estava me sentindo revigorada e incrível. Pegamos o elevador e chegamos no famoso restaurante. Ele era em forma de cúpula, o teto era todo feito de vidro, deixando a vista o céu e as estrelas. As paredes possuíam uma cor neutra e uma gigantesca lareira havia sido construída em um dos cantos do grande salão. 
  - Mesa para duas - disse Brooke ao recepcionista.
  Seus olhos a analisaram e depois pararam em mim. Suas pupilas se dilatam e eu pude jurar que eles mudaram de cor. Tudo isso durou apenas alguns segundos, mas eu sabia que havia acontecido. Um garçom nos guiou até uma mesa mais afastada, perto da lareira e nos entregou o cardápio. Meus olhos começaram  estudar o local. Ela era familiar. Aquele teto de vidro. As paredes. As fotos. As fotos...
  - Kat! - disse Brooke me tirando do transe - Acho que eu vou querer o camarão com caviar e você? 
  O garçom anotava rapidamente o pedido.
  - Hum, eu vou, eu vou querer o peixe com aspargos, por favor - pedi rapidamente. 
  Aquele lugar me deixava inquieta, mas eu não sabia dizer o porquê. 
  - Você está bem, Kat? - perguntou Brooke. 
  - Claro, estou ótima - falei me recompondo.
  Os pratos não demoraram para chegar e logo eu já havia esquecido quão esquisito era aquele lugar. Eu e Brooke ríamos de algum acontecimento quando as paredes começaram a tremer. Meu corpo ficou em alerta. Todos pararam de comer e olharam para o teto. O vidro estava começando a rachar. Algo estava pressionando e tentando entrar. Um ruído ensurdecedor dominou o ambiente assim que o vidro se rompeu. As pessoas começaram a correr. Os cacos caíam em cima das pessoas e algumas estava terrivelmente machucadas. Brooke pegou minha mão e nós duas começamos a correr em direção a saída. O teto continuava a desmoronar até que tudo parou. O salão mergulhou em um silêncio assustador. Todos olhavam em direção ao céu escuro. Algo preto foi lançado do alto da cúpula e aterrizou suavemente no meio do salão. Todos prestavam atenção. A criatura emitiu um rugido animalesco e várias outras surgiram na nossa direção. Corri para um lado puxando Brooke, mas ao mesmo tempo ela correu para o lado oposto,fazendo com que nossas mãos se soltassem. Tudo aconteceu em câmera lenta, uma criatura envolveu o corpo frágil de Brooke e saltou para o lado de fora do salão.
  - Nãoooooo! - gritei tentando desesperadamente agarrar a mão da minha melhor amiga.
  Os gritos das pessoas em pânico me deixaram atordoada. Eu precisava me esconder. Olhei ao redor. A lareira. Corri em sua direção e me atirei lá dentro. Ela era gigante, ninguém iria me ver. Me espremi em um canto e envolvi minhas pernas. Eu precisava achar a Brooke. As lágrimas começaram a rolar, estava tudo errado.
  - Acharam a garota? - uma voz rouca soou perto demais.
  - Não senhor, ela não está em lugar algum - disse uma voz mais jovem.
  - Continuem procurando - ordenou. 
  Aquilo só poderia ser um pesadelo. Espiei o salão, tudo estava quebrado, pessoas estavam imóveis no chão e sangue, havia muito sangue. O que eu iria fazer? Como eu acharia Brooke? Um puxão em meu braço me tirou do meu esconderijo. Minha bochecha pressionou o chão frio.
  - Qual é o seu nome? - perguntou uma voz baixa perto do meu ouvido. 
  O nó na minha garganta me impedia de falar. Meu corpo foi arremessado de encontro a parede fazendo com que todo o ar saísse dos meus pulmões. Mãos agarraram meu vestido rasgado e me levantaram. Um par de olhos furiosos me encarou, mas logo se suavizaram e adquiriram um brilho prateado. Observei suas feições. Era um rapaz jovem tão bonito quanto a noite. Tão perigoso quanto o próprio demônio. 
  - Quem é você? - perguntou ele.
  - Ka, Ka, Katrina - gaguejei. 
  Seus olhos se arregalaram.
  - Nu Ditandaan - disse ele.
  O que aquilo significava? Quem era ele? Seus braços me envolveram e nós mergulhamos na noite escura como as trevas. Meu mundo não seria mais o mesmo.