História do dia- minha autoria
Era o primeiro período do primeiro dia de aula e eu já havia chegado na sala. Estava no terceiro ano, o último que iria ter que aguentar, então ninguém ia conseguir tirar minha felicidade. No ano seguinte eu conseguiria enfim me livrar das pessoas esnobes da minha escola.
Mas estar no último ano não era a única novidade, havia uma novidade bem mais atraente sentada na minha frente... Era o garoto novo, e não me refiro a um simples garoto... Ele era o menino mais bonito que eu já havia visto. Aarón era seu nome. Cabelos escuros na altura das orelhas, um estilo bagunçado que combinava perfeitamente com ele, olhos de um verde bem profundo e lábios que formavam um sorriso quase que imperceptível. Só que beleza não é tudo, então eu estava torcendo para que ele não fosse como os outros garotos.
Os cinquenta minutos da primeira aula se foram e junto com eles, a minha estranha fascinação pelo menino novo. Ele era arrogante, inconveniente e estúpido. Se achava "o cara". Eu estava errada a respeito de duas coisas, Aarón e sobre ninguém conseguir tirar minha felicidade. Alguém com certeza conseguiu fazer isso e ainda por cima me deixar de mau humor. Mas de uma coisa eu sabia, deveria manter distância do alto e másculo garoto novo.
As horas foram passando e minha irritação só aumentava, Até que um som divino inundou a sala, o sinal que indicava a hora de ir para casa. Guardei minhas coisa e fui rumo a porta de saída, iniciei minha jornada de vinte e cinco minutos, a pé, para casa. Entretanto, algo não estava certo, sentia como se alguém estive me observando. Resolvi dar uma pequena espiada, a pior ideia que eu poderia ter tido. Aarón andava a passo atrás de mim. Meu estômago embrulhou e eu com certeza comecei a corar. Bom, era só manter a calma e não olhar mais para trás, ele não poderia começar a conversar comigo, não é? E é claro que eu estava errada outra vez.
Aarón puxou assunto até chegarmos perto da minha casa e foi aí que o pior aconteceu. Descobri que agora nós dois seríamos vizinhos, as coisas não poderiam ficar piores.
Três semanas se passaram, todos os dias o atraente garoto ia e voltava da escola "comigo". Sempre fazendo questão de me irritar ao máximo. Certo dia ele chegou a me convidar para uma festa que iria acontecer na nossa escola. Eu iria para a festa, mas não com ele.
O dia da festa chegou, eu estava muito animada, usava um vestido de tecido bem leve e azul claro, um salto alto que deixava minhas pernas ainda mais longas. Eu iria me divertir com as minhas amigas.
Já na metade da festa meus pés doíam e uma leve camada de suor fazia minha pele brilhar suavemente. Resolvi me sentar em um dos bancos que ficavam encostados na parede. Cinco minutos depois Aarón surgiu e se sentou ao meu lado. Ele vestia uma camisa que deixava seus músculos delineados e uma calça jeans escura. Mostrava um sorriso um tanto traiçoeiro nos lábios. Mas como se não bastasse se sentar no mesmo banco que eu, ele ia se aproximando cada vez mais. Eu conseguia sentir seu cheiro, que era uma mistura de chuva com sândalo. Um cheiro perigosamente bom. Já estava grudada na parede e não tinha mais como fugir. A proximidade me fez corar e começar a tremer. Era hora de sair dali antes que alguma coisa errada acontecesse. Mas assim que me levantei Aarón puxou meu braço, me encostou na parede e começou a me beijar. O beijo era quente, doce, molhado, apaixonante. O mundo inteiro parou. Éramos apenas nós dois ali.
A festa chegou ao fim e ele me acompanhou até em casa. Ao chegarmos perto de nossas casas Aarón me deixou duas coisas, um beijo e uma dúvida: Será que é amor?
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